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23 agosto, 2016

Vídeo & Fotos: ELA Barley Wine é lançada em São Paulo


Chegou o grande dia de lançamento da cerveja ELA no Empório Alto dos Pinheiros, em São Paulo.
Para quem ainda não sabe do que se trata, o ELA é uma cerveja-voz produzido pelo coletivo crescente de mulheres cervejeiras de oito estados brasileiros (até o momento), que querem desmistificar o machismo em um meio em que ele ainda é tão presente, seja em rótulos, campanhas publicitárias ou ainda no tratamento que muitas recebem trabalhando com cerveja ou apenas consumindo, e construir, junto a tantos outros, um mundo de igualdade.


“Essa história de peito e bunda na cerveja já deu, né? Estamos no mundo da cerveja tanto quanto eles, trabalhamos tanto quanto eles e precisamos de respeito”, explica a gerente comercial e de marketing da Cervejaria Dádiva e uma das idealizadoras do projeto, a sommelière Aline Smaniotto Tiene.

O lucro obtido com a comercialização da cerveja será doado a entidades que acolhem mulheres vítimas de violência.


O estilo escolhido foi o American Barley Wine, com 10,5% de graduação alcoólica, dry hopping do lúpulo Ella, chips de carvalho e rum na maturação. Este foi o primeiro rótulo lançado pelo grupo, outros devem surgir em breve.


::Degustação
Caramelo no visual, cremosa, com espuma bege de boa formação e duração. No aroma, caramelo, álcool aparente, tostado, castanhas e frutas maduras. No paladar, corpo alto, aquecimento no final, caramelo, castanhas, amêndoas, madeira e frutas maduras, muito agradável na boca - Boa!
No dia do evento ela tinha apenas três dias de envase, ou seja, essa cerveja vai evoluir e muito.

Os próximos laçamentos serão em três capitais diferentes, anote e compareça:

Rio de Janeiro - 25 de agosto, a partir das 19h, no Booze Bar
Curitiba
- 3 de setembro, a partir das 15h, na Cervejaria Masmorra
Porto Alegre - 6 de setembro, a partir das 18h, na Penz Bier


Antes de começar o evento, o All Beers conversou rapidamente com a Aline Smaniotto, uma das idealizadoras do grupo, veja no vídeo abaixo:


Cerveja ELA - Lançamento em São Paulo
from All Beers on Vimeo.

12 julho, 2016

Mulheres criam coletivo contra machismo no mercado cervejeiro


Um grupo formado por 65 mulheres que atuam no mercado de cervejas artesanais do país resolveu se unir para chamar a atenção para o machismo no setor. Cansadas de ouvir termos como “cerveja para mulher”, “quero falar com o cervejeiro responsável”, “mulher não deve ir ao bar sozinha” criaram o ELA um coletivo para enaltecer o trabalho da mulher no meio e denunciar ações machistas por parte da indústria cervejeira e da sociedade em geral.

Elas são mestres cervejeiras, sommelières, professoras, juízas de concursos, apreciadoras, empresárias e especialistas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Motivadas pela forma negativa como a mulher é retratada na indústria, querem que a relação cerveja e mulher comece a ser vista de outra forma.

A mobilização iniciou em maio, logo após a divulgação de um novo rótulo de cerveja que explorava negativamente a imagem de uma mulher. “Essa história de peito e bunda na cerveja já deu, né? Estamos no mundo da cerveja tanto quanto eles, trabalhamos tanto quanto eles e precisamos de respeito”, explica a gerente comercial e de marketing da Cervejaria Dádiva e uma das idealizadoras do projeto, a sommelière Aline Smaniotto Tiene.

Para celebrar o coletivo, elas resolveram produzir um rótulo exclusivo. Juntas, definiram estilo, elaboraram a receita, nome, identidade visual e foram para a fábrica. A Cervejaria Dádiva, de Várzea Paulista (SP) cedeu o espaço e os equipamentos, mas foram elas que fizeram todo o trabalho. “Fizemos o CIP (desinfecção) no tanque, moemos e arriamos o malte, enfim produzimos a cerveja com as nossas mãos e temos muito orgulho disso”, afirma Aline.


O estilo escolhido foi o American Barley Wine, de amargor mais acentuado que a sua versão de origem, inglesa, para fugir totalmente do estereotipo de que mulher gosta apenas de cerveja leve e doce. Com 10% de graduação alcoólica, leva maltes tostados e lúpulos americanos de aroma e amargor. A cerveja foi produzida no começo de julho e deve estar disponível para comercialização ainda neste semestre.

Para chamar ainda mais atenção para a questão, o lucro obtido com a comercialização da cerveja será doado a entidades que acolhem mulheres vítimas de violência. “Falar sobre machismo e feminismo é muito amplo. Escolhemos então tratar dessas questões dentro da nossa realidade e a nossa realidade é o mundo da cerveja”, complementa.

Para acompanhar as novidades, conhecer mais sobre o projeto e suas participantes é só seguir o coletivo nas redes sociais através do @cervejaporelas.

fb.com/cervejaporelas
instagram.com/cervejaporelas
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