20 junho, 2018

Linus De Paoli - Coluna 01: Leuven Innovation Beer Festival & Gueuze & Kriek Festival 2018


Nossa, nunca imaginei que fosse tão difícil começar a escrever no All Beers como colaborador. Não porque falte assunto e não porque o Raphael tenha sido difícil de convencer a me aceitar como colaborador (na verdade foi super tranquilo e o que me fez muito feliz). O difícil é saber como começar. Como me juntar a um time com tanta bagagem cervejeira e jornalística. Talvez o melhor seja começar me apresentando.


Sou cervejeiro caseiro desde 2011, bebedor de cervejas desde 1997 quando tomei minhas primeiras Weizens na companhia do meu pai (aliás, segundo ele eu nasci já bebedor de cerveja) e engenheiro mecânico por formação (e ocupação). Mas até aí tem muita gente com um histórico parecido com o meu por aí. Então o que eu posso agregar a quem lê o All Beers?

Como moro em Colônia na Alemanha desde março de 2015 e nos últimos anos temos ido a vários festivais, eventos cervejeiros, visitado várias cidades e cervejarias no Noroeste da Europa, talvez eu pudesse contar aqui algumas histórias (e eu adoro contar histórias) dessas experiências e dar um pouco da minha visão do mercado de cerveja por aqui. Não sou jornalista, então não esperem nada muito correto do ponto de vista de redação (e gramática) e imparcial e sim muita opinião pessoal.

Primeiro assunto que me veio a cabeça foram os 3 festivais que fomos em Abril e Maio de 2018. Festivais bastante diferentes em conceito, tipo de cervejas e público. Foram eles: Leuven Innovation Beer Festival, Gueuze & Kriek Festival of the Pajottenland (A.K.A. Nacht van de Grote Dorst) e o MBCC (este será no próximo post).

Aconteceu em Leuven na Bélgica nos dias 14 e 15 de abril o 4º Leuven Innovation Beer Festival organizado pela Brouwerij Hof Ten Dormaal. O festival fez parte de 3 finais de semanas seguidos de eventos em Leuven, incluindo o Foods and Hops Festival (21 e 22) e o Zythos (28 e 29).

O Leuven Innovation Beer Festival é um festival pequeno, com 17 cervejarias participando (a Hof Ten Dormaal + 16 convidadas pelo organizador) com foco em inovação. O festival acontece no salão de eventos De Hoorn que começou sua vida como sede da Cervejaria De Hoorn em 1923 e onde foi produzida e consumida pela primeira vez a cerveja Stella Artois. O prédio estava abandonado a várias décadas e em 2007 foi convertido em local de eventos por empresários locais, abrindo novamente em 2012. Ou seja, o festival combina história e tradição no local que é realizado e com inovação das cervejarias independentes convidadas.


Ir ao festival é relativamente barato com um ingresso de 25 Euros por dia (antecipado), que inclui uma taça de 50ml para degustação, uma garrafa de água mineral e 10 fichas (tokens). Todas as cervejas servidas custam 1 ficha (independente da cerveja) e mais fichas podem ser compradas do lado de dentro por 1.50 Euro. O festival também contava com uma área externa com algumas opções de comida e um bom gramado onde era possível aproveitar o ótimo clima que fez naquele final de semana.



Predominavam cervejarias belgas e holandesas, mas também haviam cervejarias da Espanha, Polônia, UK, USA, Rússia, Alemanha, etc. Cada uma com uma proposta diferente, mas todas pequenas e independentes. Com tanta diversidade fica difícil traçar uma tendência, mas encontrei muitas cervejas azedas, seja de fermentação espontânea, mista ou lática, cervejas envelhecidas em barris de madeira, estilos pouco comuns e ingredientes pouco comuns (flores, ervas, frutas, etc). Não vi nenhuma Hazy IPAs ou Berliner Weisse.

Das cervejas que tomamos, duas chamaram mais atenção. Uma da Nevel Artisan, uma kettle sour Grisette e outra da 't Hofbrouwerijke, uma Imperial Porter com adição de cerejas - levemente azeda. Além de tomar as cervejas, pude esclarecer muita coisa sobre o estilo Grisette (pouco conhecido até na Bélgica) e pegar umas dicas de como produzi-lo, além de conhecer o Jef, dono da 't Hofbrouwerijke, que me valeu uma experiência muito legal um mês depois.


Nesse dia conhecemos um casal (ele americano ela da Letônia) super simpático, amante de cervejas azedas e que são proprietários de duas distribuidoras de cervejas na Letônia (Latvian Beerocracy e Beerfox).

Quase duas semanas depois fomos a Iteerbeek (Dilbeek), nos arredores de Bruxelas no vale do rio Senne e centro da produção de Lambic na Bélgica, para o 8º Gueuze & Kriek Festival of the Pajottenland. O festival é organizado a cada 2 anos pela The Gueuze Society (Het Geuzegenootschap) e acontece em uma área aberta no centro da vila somente na sexta-feira a noite. Não é cobrada entrada para o festival, mas no local são vendidos copos de degustação (100ml) e fichas para comprar as cervejas (1,50 Euros por ficha). O preço das cervejas oferecidas (draft ou em garrafas de 375ml ou 750ml) varia muito. Por exemplo uma garrafa de 375ml de Lindemann’s Faro custava 2 fichas enquanto uma de Cantillon Gueuze custava algo em torno de 5 fichas. Aqui a quantidade de cervejas diferentes que degustamos foi pequena sendo difícil eleger uma preferida.

Neste dia encontramos um grupo de ingleses, um dos quais já havíamos conhecido no Moeder Lambic em um evento da Gueuzerie Tilquin, os quais compartilhamos algumas garrafas e demos boas risadas. Mais tarde conhecemos um grupo de brasileiros que moram na Holanda, compartilhamos mais algumas garrafas, experiências e risadas.

As cervejarias presentes no festival eram: Boon, Cantillon, De Oude Cam, De Troch, Den Herberg, 3 Fonteinen, Girardin, Hanssens, Mort Subite, Lambiek Fabriek, Lindemans, Oud Beersel, Tilquin e Timmermans.


No mesmo final de semana (feriado de 1º de Maio) aconteceram outros eventos na região, lançamento de série especial de Lambics da 3 Fonteinen (só descobri que ia acontecer depois), Cantillon Quintessence (ingressos todos vendidos em 5 minutos no site, também não deu) e o Zythos Festival.
Ou seja, se quiser programar uma viagem à Bélgica para tomar cerveja e ir em bons festivais, o mês de abril é uma ótima sugestão. Só fique de olho nos sites dos festivais pois eles podem mudar de data de ano para ano.

13 junho, 2018

Cervejarias importadas que desapareceram do mercado nacional


Texto: Raphael Rodrigues
Desde 2009 o All Beers apresenta aos seus leitores as novidades do mercado nacional, isso inclui claro as cervejas importadas que chegam por aqui. Foram muitas que chegaram e continuam até hoje, porém, outras marcas chegaram e desapareceram do portfólio de importadoras que não tiveram mais interesse na marca ou que encerraram suas atividades.

Claro que existem várias marcas, mas selecionamos algumas neste post:


- The Bruery (EUA)
A cervejaria apareceu no mercado brasileiro em 2014, importada pela Hors Concours (que fechou suas portas pouco tempo depois). Foram cinco rótulos que chegaram com preços muito altos e acabaram não vencendo a concorrência.Cervejaria de grande qualidade e que nunca mais voltou para o Brasil.


- Nøgne Ø (Noruega)
Importadada pela Beer Legends, que também fechou suas portas, a cervejaria norueguesa teve algumas importações e inclusive visita da proprietário no país para alguns rótulos colaborativos.
Com preços variados, alguns rótulos chegaram acima do praticado no mercado e depois a marca nunca mais voltou.


- Jolly Pumpkin (EUA)
A cervejaria norte-americana chegou em uma única importação que aconteceu em 2014 pela importadora Tarantino, que também não existe mais. Cervejaria muito respeitada no exterior e focada em cervejas ácidas, chegou por aqui com altos preços e com pouca divulgação no mercado.


- Hitachino Nest (Japão)
Lembra da cervejaria da coruja? Ela esteve por um bom tempo no Brasil, via importadora Lorch (que também fechou suas portas). A primeira importação aconteceu em 2013 e teve um trabalho bem feito por aqui, mas depois desapareceu e nunca mais voltou.


- North Coast (EUA)
A cervejaria da icônica Old Rasputin está sem importadora! A Divina Confraria Importadora fechou suas portas recentemente e deixou uma grande cervejaria sem representante no país! Foram diversas importações, a primeira em 2013.


- SixPoint (EUA)
Cervejaria que chegou por aqui em 2012, via importadora Lorch e com uma pegada forte dos lúpulos norte-americanas. Foi um sucesso em diversas importações. Com o fim da importadora, a marca ficou abandonada até que em 2016, a Brasart importadora anunciou uma nova importação, mas que na realidade nunca aconteceu.


- Prairie Artisan Ales (EUA)
Em 2014 a cervejaria norte-americana chegou no Brasil via importadora Beer Legends. Foram algumas importações com excelentes rótulos, porém com preços altos praticados e que fizeram a marca desaparecer do mercado e nunca mais voltar.


- Anderson Valley (EUA)
Lembra dela, uma das primeiras cervejarias norte-americanas que chegou no país? Importada pela Tarantino, foram várias importações e com preços bem interessantes de mercado. Com o fim da importadora, a marca desapareceu e nunca mais voltou.

E mais: Coronado Brewing, Speakeasy, MOA, 8Wired, Malheur, North Peak, Base Camp, Hop Valley, Birra del Borgo, Dead Frog, Del Ducato, Horny Goat, SNAB, Alameda Brewing, Caldera, Aviator Brewing, De Dochter Van de Korenaar, Arcobräu, Gusswerk, Braufactum, Urnetl,  Andechser, Camba Bavaria, Tettnanger...
E a lista continua...



- Flying Dog (EUA)
Talvez a cervejaria com mais histórias e boatos do mercado nacional. A cervejaria que também foi uma das primeiras americanas a chegar no país, junto com a Brooklyn e Anderson Valley, fez história por aqui e deixou saudades. Fato é que neste caso, a cervejaria resolveu encerrar suas exportações para o Brasil e fim de papo. As importações aconteciam pela Tarantino. Se ela volta? Quem sabe...


- Southern Tier (EUA)
Outra cervejaria que encerrou suas exportações para o Brasil. Foram duas importações pela Tarantino Multibeer em 2013 e no mesmo ano o proprietário esteve no país para acompanhar o mercado brasileiro. Na volta aos Estados Unidos, comunicou que encerraria suas atividades por aqui.


- Dieu Du Ciel (Canadá)
Excelente cervejaria que tinha a Best Beers como representante no país desde 2014, está sem importadora no momento. Com diversas importações realizadas, bons preços praticados e inclusive a inclusão do Brasil na rota mundial do evento Péché Day, organizado pela cervejaria, a marca está pronta para ser trabalhada por uma nova importadora no país.


- Stillwater (EUA)
Em 2013 a cervejaria cigana chegou no país via Beer Legends. Foram algumas importações que chegaram por aqui e também algumas visitas de Brian Strumke, proprietário da cervejaria, que fez alguns rótulos colaborativos. Com o fim da importadora, a marca nunca mais voltou.


- Ballast Point (EUA)
Em 2013 a cervejaria norte-americana chegou por aqui via importadora Bier&Wein. Foram diversas importações e novidades, mas faz tempo que a cervejaria não é mais trabalhada no mercado nacional.


- Emelisse (Holanda)
Chegou em 2014 no Brasil, via importadora Beer Legends, Foram algumas importações e rótulos bem interessantes, mas com o fim da importadora, ela nunca mais voltou.

Importante lembrar que alguns rótulos dessas cervejarias ainda podem ser encontrados em pontos de venda no país, mas foram de últimas importações que chegaram.
Atenção importadoras, a lista acima é bem interessante! Vamos torcer para que elas voltem para o mercado nacional!

11 junho, 2018

Avelar Jr – Coluna 19: Londres em Dois Atos


A regra da minha vida determina um ritual sagrado e absoluto que inclui fumar charutos e também beber álcool antes, após e, se necessário, durante todas as refeições e também nos intervalos entre elas.” - Winston Churchill

Quer umas dicas para tomar umas boas cervejas em Londres?
Vamos deixar as peças em cinco atos para as elaboradas tramas de Shakespeare. Eu sou bem mais simples e resumi um tour cervejeiro por Londres em apenas dois atos.

Primeiro Ato: Londres Tradicional
Londres remete ao palácio de Buckingham, à troca da guarda e, é claro, aos pubs. Um dos maiores proprietários de pubs em Londres é justamente umas das cervejarias mais tradicionais da cidade: a Fuller’s.


Eu já participei de vários tours cervejeiros e esse foi definitivamente o melhor de todos. O grupo era pequeno: eu, um japonês e um casal italiano. A nossa guia foi uma simpática senhora, nascida no País de Gales e eleitora do partido trabalhista, que explicou em profundidade a história da cervejaria e todo o processo de produção.


Ao final, a melhor parte. Excelentes cervejas em degustações bem generosas. Algumas opções em cask (a famosa real ale).
Ao lado do prédio da histórica cervejaria tem um pub, para forrar o estômago com uma boa porção de fish & chips, e uma loja com souvenirs e cervejas para levar.


Vale lembrar que as cervejas da Fuller’s estão disponíveis no Brasil, mas nada se compara à experiência de degustá-las na terra natal. A London Pride é o carro-chefe, mas as minhas preferidas são a ESB e a London Porter.

Segundo Ato: Londres  Moderna
Londres é também uma cidade de vanguarda e, na minha opinião, a capital da música.
Local do estúdio Abbey Road, responsável por alguns álbuns daqueles garotos de Liverpool. A cidade é também a terra do rock progressivo, de bandas como Pink Floyd e Yes. Além do punk rock, com as lendárias Sex Pistols e The Clash. As mais recentes Amy Winehouse e Adele também são de lá.
O movimento das cervejas artesanais está fervendo mundo à fora e não poderia ser diferente em Londres.

A tradição cervejeira londrina remete às boas ales fermentadas no barril e servidas à temperatura ambiente. Mas, as novas cervejarias, estão incorporando novidades e a presença de lagers e lúpulos americanos já é bem comum.

Para quem gosta de beber boas cervejas e não tem medo de uma boa caminhada eu recomendo a Bermondsey Beer Mile, um trajeto de mais de uma milha de distância com várias microcervejarias. Tem cerveja para todos os gostos e recomendo também uma parada no Maltby Street Market, porque tomar cerveja de barriga vazia não é recomendável.
Southwark Brewing e a Anspach & Hobday estão entre as primeiras na rota e são imperdíveis. E sábado é definitivamente o melhor dia para esta caminhada etílica.


Epílogo
Simples. Em dois dias você pode fazer um excelente tour cervejeiro em Londres e vai ter tempo de sobra para ver a rainha e visitar a Harrods. Mas eu sei que as compras mesmo você vai fazer é na Primark.

Vale lembrar também que a minha viagem à Londres ficou muito mais fácil com a ajuda da Natasha Schiebel. Ela e o marido, João Brotto, têm dicas valiosas no blog de viagens Pra Ver no Mundo (http://pravernomundo.com.br/). Além de roteiros incríveis, esse simpático casal paranaense curte boas cervejas.

Cheers ;-)

Veja as demais colunas do Avelar Jr.

07 junho, 2018

All Beers lança sua primeira coleção de camisetas cervejeiras


Já iniciando as comemorações de 10 anos do blog que acontece em fevereiro do próximo ano, o All Beers, eleito a melhor mídia cervejeira do Brasil nos últimos cinco anos (2013 a 2017), lança em parceria com a marca Siamese a All Beers Collection, sua primeira coleção de estampas, que a princípio estarão em cinco modelos de camisetas e pôsteres.

A ideia toda começou em dezembro de 2017, quando mandeei uma mensagem para o Henrique, proprietário da Siamese, para criarmos juntos uma coleção do All Beers. Fiquei responsável pela primeira etapa do processo, criando as ideias e montando um esboço de como seria a estampa. Com as cinco ideias prontas, a Siamese começou a criar na prática as camisetas., comentou Raphael Rodrigues, jornalista responsável pelo All Beers.

"A Siamese, que também participa de eventos cervejeiros, já possui uma coleção inteira dedicada a esse líquido que amamos, e a parceria com o All Beers veio para estreitar ainda mais nosso relacionamento com um público que entende do assunto. É a primeira coleção colaborativa da Siamese e ficamos honrados em nos juntar ao melhor blog cervejeiro do Brasil.", comentou Henrique West - Diretor de Criação e Marketing da Siamese.

Conheça as estampas:

The Bretta Invasion:
gosta de uma cerveja ácida? Eu também!
Once You Go Black, You Never Go Back:
para aqueles que gostam de cervejas com malte torrado
Ninkasi:
um tributo para deusa da cerveja

Beer Hunter:
uma homenagem ao jornalista cervejeiro, Michael Jackson
Craft Beer To The Bones:
para todos que amam cerveja artesanal

Sempre curti essa ideia de camisetas, inclusive tenho uma coleção de camisetas cervejeiras! Para lançar o All Beers Collection, tinha que ser com uma empresa profissional e com know how de mercado, e rapidamente veio a Siamese na minha cabeça! Estou muito satisfeito com o resultado final.”, finaliza Raphael.

As camisetas estão disponíveis nos tamanhos P, M, G, GG e XGG, no valor de R$68,90 cada e com entrega para todo país.
Na loja online você também pode garantir o pôster de cada estampa (34x44cm – com moldura), pelo preço de R$68,90 cada.


Tanto as camisetas como os pôsteres já estão disponíveis no endereço www.siamese.com.br/allbeers

Um evento de lançamento será realizado no dia 9 de junho (sábado), no Empório Alto dos Pinheiros, com a presença do T-Shirt Truck da Siamese com  as estampas do All Beers Collection, mais todas as estampas cervejeiras da Siamese.

Veja o comentário sobre cada estampa:




SERVIÇO

Lançamento All Beers Collection
Data: 09 de junho - sábado
Horário: 12h às 17h
Local: Empório Alto dos Pinheiros
Endereço: Rua Vupabussu, 305 - Pinheiros - São Paulo, SP

24 maio, 2018

Gabriel Di Martino troca de cervejaria


O cervejeiro Gabriel Di Martino está de saída da cervejaria Therezópolis. Depois de cinco anos comandando os tanques da cervejaria carioca, Gabriel está de malas prontas, rumo aos Estados Unidos para trabalhar na Califórnia, como cervejeiro da NOVO Brazil Brewing Co.

É, agora chegou a hora de voar mais alto e encarar um novo desafio no mercado mais sensacional do mundo! Expectativa enorme de poder mostrar como o brasileiro faz cerveja bem, com consistência, qualidade, alegria e brasilidade! Vamos com tudo pra mais essa nova jornada com Novo Brazil Brewing Co.! Em breve, muitas, muitas novidades!”, comentou Gabriel.

O All Beers conversou com Gabriel que confirmou seu desligamento já no começo de junho da cervejaria Therezópolis e sua mudança para os Estados Unidos em julho.

23 maio, 2018

Cervejaria Mikkeller de volta ao Brasil!


Depois de um hiato no mercado nacional, a cervejaria dinamarquesa Mikkeller, provavelmente a mais "cool" do mundo volta ao Brasil, agora via clube de cervejas Beer.com.br. 
Para entender melhor como será essa volta da marca, conversei com Taiga Cazarine, Beer Hunter responsável pelas marcas internacionais do clube. Segundo ela, esses primeiros rótulos estarão disponíveis apenas para associados agora em junho. Para o segundo semestre, novos rótulos da Mikkeller devem chegar e a comercialização em pontos de venda será estudada. Recentemente a Beer.com.br colocou alguns rótulos da cervejaria alemã Freigeist para venda, fora de sua plataforma online.

"Para mim é um prazer enorme em trabalhar na beer.com.br e que esse é resultado do esforço de todos nós. Com esse passo esperamos aproximar a marca ainda mais do Brasil. Além disso, essa conquista é reflexo do que queremos conquistar cada vez mais para os nossos clientes.", comentou Taiga.

Histórico da cervejaria no país:
A Mikkeller chegou pela primeira vez no Brasil em 2012, via importadora Tarantino, que na época já tinha o suporte da Multibeer. Em agosto do mesmo ano, Mikkel Borg veio ao país para sua primeira e última visita até o momento. O All Beers teve o prazer de bater um papo com ele em sua passagem pelo Empório Alto dos Pinheiros.


Nos anos seguintes surgiram algumas ações como o Mikkeller Running Club, grupo de corrida que nasceu na Dinamarca e tomou conta do mundo, inclusive da capital paulista.
A importadora Tarantino neste meio tempo fez outras parcerias financeiras com a Have a Nice Beer e Interfood, levando a Mikkeller para outras mãos.

O último evento que participei da Mikkeller foi em 2014, em uma degustação guiada da série "Mikkeller Forêt Series" no Brewdog Bar São Paulo (veja como foi essa degustação). Em 2015 lembro de ter provado algumas novidades que chegaram pela Interfood.


Desde então a marca foi sumindo do mercado, sendo possível encontrar apenas alguns rótulos sobreviventes das últimas importações. Em 2017, conversei com a importadora Interfood sobre a marca e eles confirmaram que a Mikkeller não constava mais nos planos futuros de importação.

Mikkeller Beer Celebration Copenhagen
Quando falamos de Mikkeller, não podemos esquecer do MBCC, evento anual da cervejaria e o paraíso de qualquer beer geek! Mikkel, organizador da festa, convida suas cervejarias preferidas do mundo e realiza um grande festival em Copenhagen - Dinamarca.
A edição de 2018 aconteceu recentemente e fizemos cobertura pelo instagram do All Beers (@allbeersbr - siga!), via nosso colaborador internacional Paulo Gomes!


Conheça os seis primeiros rótulos que chegam para os associados do Beer.com.br.

- Mikkeller I don't have a red shrimp | Pils
- Mikkeller Stick a finger in the soil | Pale Ale
- Mikkeller Hair in the mailbox | IPA
- Mikkeller Wood will fall down | Berliner Weisse
- Mikkeller Hva Såå?! | Belgian Ale
- Mikkeller Beer Geek Breakfast | Oatmeal Stout



Não é segredo para ninguém que a Mikkeller é uma das minhas cervejarias preferidas, facilmente no meu TOP 5! Torço para que no segundo semestre alguns rótulos cheguem nos pontos de venda em todo país!
Parabéns Beer.com.br pela novidade!


Não sabe do que eu estou falando? Vejo o vídeo abaixo:

22 maio, 2018

Vídeo & Fotos: Mondial de La Bière 2018 - São Paulo


E terminou o Mondial de La Bière 2018, primeira edição na capital paulista! Como foi? Muito bom! Respondo isso pela minha visão de eventos, dos expositores que em sua maioria se mostraram satisfeitos com o movimento, contatos e vendas e também pela visão do público que curtiu muito os quatro dias.


Percebi que algumas pessoas estavam tentando comparar as edições do Rio com a de São Paulo. Entendo que estamos falando do mesmo festival, mas também entendo que a edição carioca em 2013 enfrentou dificuldades, assim como a de São Paulo também. Nada como um ano depois do outro para melhorar alguns pontos, certo?

 TRILHA Magma, uma das minhas preferidas do evento!

Torço para as duas edições, espero realmente estar em 2019 no São Paulo Expo registrando a segunda edição e no segundo semestre estarei com certeza no Rio para acompanhar de perto a edição carioca, afinal, eu gosto muito de cerveja artesanal e realmente quero ver o sucesso tanto de eventos grandes como pequenos!

Gostei do espaço não ser muito amplo, assim não fica muito cansativo percorrer os stands. Não percebi filas nos banheiros, os pontos de água estavam bem distribuídos e também sem filas.
Vários lançamentos, muitas cervejas maturadas, sours, cervejarias novas dividindo espaço com outras já conhecidas e muitos cervejeiros presentes, fato muito importante!

O All Beers também foi até o metrô Jabaquara para acompanhar e sentir o serviço de van disponibilizado até o São Paulo Expo (valor incluso no ingresso). Perfeito, rápido e muito prático! Ponto positivo para organização!


Percebi nos dois dias uma movimentação e curiosidade interessante do público presente, e que deve aumentar nas próximas edições!

Dois pontos importantes de parcerias que merecem ser citados:
1º - As duas ilhas com 16 cervejarias da ConfraBeer SP, foi um espaço muito disputado e com muita variedade e ótimas opções.

2º - Eisenbahn convidando Ogre Beer e Landel para dividir as torneiras em seu estande. Foi outro espaço muito movimentado, eu mesmo encontrei vários amigos por lá e gostei muito de ver as duas cervejarias diferentes lá dentro!


Quais foram os melhores rótulos? Não gosto de pontuar as cervejas, prefiro dizer as que mais me agradaram. Foram elas: TRILHA Magma e RIStache, Dádiva Dark Forest, Seasons/TRILHA Quando eu crescer quero ser como você, Júpiter Flamingo, Satélite Soursat e MelonSat, Caravan/Heroica/Mad Dwarf Ultra Violeta, Synergy/Narcose Half Blind e Bodebrown Cacau IPA Wood Aged. Tiveram outras ótimas também, mas separei essas pelo equilíbrio e por algo que se destacou mais no meu paladar.


Vida longa ao Mondial em São Paulo, parabéns pela organização e nos encontramos no dia 5 de setembro, Rio de Janeiro, na edição carioca do Mondial de La Bière! Cheers!

Veja o vídeo do Mondial de La Bière 2018 - São Paulo:


19 maio, 2018

Eisenbahn compartilha suas torneiras com as cervejarias Landel e Ogre Beer no Mondial de La Bière SP 2018


Pela primeira vez, a Eisenbahn convida duas cervejarias e cede algumas de suas torneiras para elas em um festival cervejeiro. As escolhidas são a campineira Landel e a curitibana Ogre Beer que levarão, respectivamente, as suas Session IPA e Belgian IPA para o Mondial de La Bière 2018, que acontece em São Paulo entre os dias 17 a 20 de maio.

A Ogre Beer, fundada em 2012, pelos sócios Carlos Manuel, Ricardo Seara e Sandro Singer, tem uma história que se conecta com Eisenbahn — Sandro foi ganhador do Mestre Cervejeiro 2010 — e estará presente no maior festival cervejeiro do país pela primeira vez com a sua Django Cigano, uma Belgian IPA que foi ouro no Concurso Brasileiro de Cervejas e na Copa Cervejas de América no Chile, além de levar uma Prata no Brussels Beer Challenge na Bélgica. Já a Landel, dos sócios Marcelo Crósta, Samuel Faria e Bruno Cardoso, que se conheceram em cursos técnicos e eventos cervejeiros, é veterana e marcará presença pelo segundo ano no festival. A marca, que tem cinco rótulos próprios e foco na produção de chope na região de Campinas, foi fundada em 2013 e é uma cervejaria cigana — prática em que cervejeiros contratam os tanques ociosos de uma outra cervejaria para produzir e comercializar seus rótulos no mercado.

Eisenbahn estará presente no festival que acontece pela segunda vez em São Paulo, e entre as quatro torneiras do seu estande, duas serão exclusivamente destinadas às criações da Ogre Beer e da Landel. “Eisenbahn, desde a sua fundação, tem o propósito de fomentar o mercado cervejeiro e promover ações que vão ao encontro desse objetivo, como o Concurso Mestre Cervejeiro, que já está em seu nono ano revelando talentos cervejeiros. Esse convite às cervejarias Landel e Ogre Beer é mais uma ação nesse sentido, porque une e fortalece a comunidade cervejeira”, conta Karina Pugliesi, gerente da marca Eisenbahn.

Apostamos nessa parceria com essas duas cervejarias porque compartilhamos de seus valores e admiramos suas trajetórias. Queremos que esse seja o primeiro convite e projeto de muitos, tanto com Ogre e Landel, quanto com outras incríveis cervejarias pelo Brasil afora. ”, finaliza Karina.

A anfitriã Eisenabahn estará presente com os estilos Pale Ale, Weizenbier e Dunkel, além da sua tradicional Pilsen. A reunião das três cervejarias acontecerá durante todos os dias do Mondial de La Biere, na São Paulo Expo.

#ad #bebacommoderacao #desperteoogro #suamelhorcompanhia #eisenbahn

17 maio, 2018

Mondial de la Bière São Paulo 2018: Veja a lista de lançamentos


Começa hoje em São Paulo a primeira edição do Mondial de La Bière, veja abaixo alguns lançamentos.

MANIACS BREWING
- Maniacs Baltic Porter: notas de chocolate meio amargo e baunilha, o primeiro lançamento da linha Maniacs Rebellion é complexa e macia ao paladar. Foi maturada em carvalho americano envelhecidas em whisky bourbon.
- Maniacs Run, Sweetie: uma Strong Dark Ale com adição de melado de cana e baunilha de Madagascar.
- Maniacs Moscow: notas de café, madeira e baunilha. Maturação em carvalho americano.

DOGMA
- Morning Gringo: Russion Imperial Stout com maple e café

ANTUÉRPIA
- Kremlin Reserva Amburana: Imperial Stout Wood Aged

AVÓS
- Good Morning Granny: Lançamento colaborativo com a Jacks Abby Craft Lagers

SYNERGY
- Half Blind: Sour com pêssego. Colaborativa com a cervejaria Narcose.

BLONDINE
- Pizo Czech: Bohemian Pilsner

BRAGANTINA
- Chocolatti Robust Porter: notas de pão de mel, chocolate e canela.

CARAVAN
- Ultra Violeta: Sour ale com mirtilo, framboesa, amora, uva, açaí e beterraba, Colaborativa com Heroica e Mad Dwarf.

COLORADO
- Hainu: porter
- Gabiru: IPA com gariroba e dry hopping de lúpulo Loral
- Summer Ale: Summer ale com goiaba
- Spixi: Barley wine com castanhas baru e licuri, chips de três tostas diferentes de caravalho francês embebidos em cachaça brasileira
- Pingado: Oatmeal stout com café envelhecido em barril de carvalho e lactose

CUESTA
- Red Flanders: Colaboração com cervejaria carioca Thristy Hawks, envelhecida em barris de vinho Bordeaux
- Barley Wine: Colaborativa com a cervejaria 5 Elementos de Fortaleza, envelhecida em barril de bourbon

BLACK PRINCESS
- Let's Hop: English IPA com 5,5% de álcool
- Doctor Weiss: Kristall Weizen com 5,2% de álcool
- Miss Blonde: Blonde Ale com 5,2% de álcool.
- Back to the Red: Red Lager com 5,5% de álcool.

DÁDIVA
- Dark Forest: Russian imperial stout
- It's a Bomb: Sour

DOKTOR BRAU
- Psicose Espacial: NE IPA com graviola, colaborativa com Cervejaria Satélite, une receitas da New England Endorphina (Doktor Brau) e da CryoSat (Satélite).

GUERRILHA
- Imperial Brown Porter: Maturada em carvalho, tem 7,8% de álcool, notas de caramelo e leve tostado.

HATOR
- Hop Sour Mango: Derivada da New Oasis, uma New England session IPA com adição de manga na maturação

HETTWER BIER
- Hettwer Barley Wine: Com 10% de álcool e maturada em carvalho.
- New England IPA: Notas de maracujá, pêssego e frutas amarelas.

JOPS
- Ribeer: American IPA

JÚPITER
- Flamingo: New England IPA com framboesa
- Macchiato: Porter com café e lactose
- Nébula: New England IPA

KREMER
- Kremer IPA

KRUG
- Ignorância: American double IPA com 10% de álcool, feita com seis lúpulos diferentes e dry  hopping da Centennial, Ella, Motueka e Citra.

LEUVEN
- Endless Sour: com pitanga e tangerina


LOS COMPADRES
- Mr. Binho: Double IPA com  rapadura

PAULISTÂNIA
- Viaduto do Chá: Hop lager com 5% de álcool, leva erva mate na receita

PRIMATA
- Irish Red Ale



SERVIÇO

Mondial de la Bière São Paulo 2018
Data: 17 a 20 de mai
Local: São Paulo Expo – Pavilhão 8 + área externa (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo/SP)
Horário: Quinta (17) e sexta (18) das 17h à 1h; sábado (19) das 14h à 1h e domingo (20) das 14h às 20h.
Ingressos: Entrada Cervejeiro Solidário – R$ 66,00 + 1 kg de alimento; Meia entrada por lei – R$ 60,00
Passaportes (pacote de ingressos para os 4 dias): Entrada Cervejeiro Solidário – R$ 200,00 + 4kg de alimento (entregar 1 kg por dia); Meia entrada legal – R$ 180,00

Site: www.mondialdelabieresp.com.br

08 maio, 2018

Entrevista: Koala San Brew


Existem algumas cervejarias que você olha a proposta e já percebe algo de diferente, seja na atitude, no comportamento e na própria cerveja. Esses elementos podem até ser forjados e trabalhados no "cool" por algum tempo, mas em algum momento tudo isso desaba se não for verdadeiro.

A Koala San Brew, cervejaria de Minas Gerais, foi um dos casos que mesmo antes de experimentar a cerveja, eu já sentia algo interessante e real neles! Em alguns instantes e poucos goles eu percebi que o "lifestyle" da Koala estava totalmente inserido também na cerveja! Estava ótima! Qual foi? A Koala Livin' The Dream (Juicy IPA)!


Exatamente por isso entrei em contato com o Gustavo, proprietário da Koala para entender melhor como funciona a cervejaria, as ideias e o futuro.


All Beers - Quando e como surgiu sua vontade de fazer cerveja?
Gustavo - Faz muito tempo que essa vontade surgiu, mas não tinha a intenção de ser profissional. Nessa época eu era músico e queria fazer cerveja em casa, sem interesse em vender para ter liberdade de experimentar. Fiquei assim por muitos anos.

All Beers - Como surgiu o nome Koala San Brew?
Gustavo - Surgiu de um apelido meu que é Koala. Um amigo meu, que é mais velho sempre me chamava "koalinha"e foi ai que ele começou a me chamar pelo diminutivo japonês "San", assim pegou o Koala San. Quando surgiu a cervejaria, o nome foi fácil


 Gustavo (no meio da foto) produzindo cerveja com os amigos da
OMF Brewing em Denver - EUA

All Beers - Fale um pouco sobre a estrutura de vocês (cervejaria/tasting room/pista de skate...)
Gustavo - Temos uma micro fábrica que fica no bairro Jardim Canadá - distrito de Nova Lima e que faz divisa com Brumadinho. Estamos na BR040, sentido Rio de Janeiro.
Temos uma fábrica com estrutura aproximada de 6 mil litros mês, cozinha bem pequena. Temos o Taproom para receber as pessoas, organizamos lançamentos e hoppy hours.
Na parte do fundo, temos uma área aberta e pequena no esquema DIY (do it yourself), uma pista de skate que a própria galera do skate construiu.


All Beers - Como surgiu a festa Gratitude?
Gustavo - História bem interessante e longa! Escrevi uma artigo para Beer Advocate e New Brewer sobre o assunto.
Resumindo ao máximo, começou com uma cerveja colaborativa produzida no Colorado - EUA, mas não foi uma nova receita como geralmente acontece com as colaborativas. Pegamos uma cerveja nossa de linha, a Bad Motorfinger e produzimos lá.
Quando eu voltei para o Brasil, consegui viabilizar junto com um festival, a vinda do cervejeiro da Our Mutual Friend (OMF) de Denver, para o Brasil e assim produzimos a Proletariat.
Na data de lançar a cerveja, estavam coincidindo a mesma data nos dois locais, e assim fizemos o Gratitude nos dois países.


All Beers - Planos futuros?
Gustavo - Crescer gradativamente de uma forma orgânica, sempre visando qualidade, produtos experimentais, trazendo sempre algo novo e interessante. Cada vez mais estamos atuando no mercado norte-americano, fomos recentemente pra lá e participamos de três festivais com nossas cervejas. Pretendemos produzir algumas cervejas fora do país também.

Alguns rótulos lançados comercialmente pela Koala San Brew

Últimos lançamentos da Koala San Brew:
Mess of Wires (Coffee IPA), Plush (uma Double IPA colaborativa com a Dogma), Now or Never (Double IPA), Nuclear Fusion (Double IPA), 2''Tape (NE IPA) , Juicy Call (NE IPA colaborativa com Hocus Pocus, TRILHA e 5Elementos), entre outras.


Serviço
Não deixe de visitar a Koala San Brew:
Rua Niágara, 339, Jardim Canadá
Nova Lima - MG
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...