28 junho, 2018

Cervejaria Dádiva lança safra 2018 da série Odonata com madeiras brasileiras


Chegou o inverno, consequentemente a série Odonata da cervejaria Dádiva também! Essa série complexa, criativa e limitada já existe desde 2016, uma
Russian Imperial Stout (11,5% abv), envelhecida em madeira, que traz a cada edição um uso criativo de adjuntos e madeiras.

Tenho guardado aqui em casa uma edição, a Odonata #4, com validade para 2027. Não sei exatamente quando abrirei ela, mas com certeza será daqui alguns anos!

Em parceria com os especialistas Isadora Fornari e Maurício Maia, neste ano, a Cervejaria Dádiva decidiu explorar o universo das madeiras brasileiras para produzir as Odonatas, #7 (envelhecida em barricas de Jaqueira), #8 (envelhecida em barricas de Jequitibá), #9 (envelhecida em barricas de Bálsamo) e #10 (envelhecida em barricas de Amburana).

Foto: (esq para dir.): Luiza, Victor, Mauricio e Isadora.

Quando se trata de uma mesma base e do mesmo tempo de envelhecimento, é muito desafiador encontrar resultados com personalidades tão diferentes. Neste processo, as madeiras foram fundamentais para despertar novas sensações sensoriais”, comentou
Victor Marinho, sócio e Diretor Industrial da Dádiva.
A versão #7, com Jaqueira, tem dulçor bem presente. Traz no sabor nuances que lembram frutas passas. A Odonata #8, com Jequitibá, embora delicada, tem bastante complexidade de aroma e sabor, é seca e tem notas florais. O Bálsamo, na versão #9, se apresenta com um toque herbáceo intenso e mentolado, contrastando com a tosta da madeira. A Odonata #10, por outro lado, traz as características típicas da Amburana, deixando à mostra toda a doçura da baunilha e da canela na cerveja.

Luiza Lugli Tolosa, sócia fundadora da Cervejaria Dádiva, comenta que o uso de madeiras brasileiras em cerveja ainda é pouco explorado no Brasil, e muitas vezes restrito à madeiras mais conhecidas como a Amburana e, mais recentemente, a Jaqueira. “Por isso, escolhemos também trabalhar com madeiras que não são muito utilizadas no mercado cervejeiro nacional”.

Por outro lado, enquanto o mercado de cerveja artesanal ainda está começando a explorar as madeiras brasileiras, elas já são bastante exploradas no envelhecimento de cachaças. Por isso, para guiar a escolha das madeiras, a Dádiva convidou a consultora em cachaça, Isadora Fornari, e o chef de cozinha e cachacier Maurício Maia, para criar em conjunto a edição 2018 da Odonata.

Pensando em oferecer uma experiência única, a Cervejaria Dádiva, em parceria com o Empório Alto dos Pinheiros, oferece aos apreciadores de cervejas artesanais uma sugestão de harmonização das Odonatas com pratos que levam madeira em seu preparo.


A partir de 04/07, data em que acontece o lançamento da série Odonata 2018 ao mercado nacional no EAP, a casa vai trabalhar com uma régua de degustação das quatro versões de Odonata (doses de 100 ml cada) acompanhada por pequenas porções da casa trabalhadas com Jaqueira, Jequitibá, Bálsamo e Amburana. O preço será de R$ 54,00 e a degustação será válida até que dure o pequeno lote de chope dos lançamentos, separado especialmente para proporcionar este tipo de experiência aos consumidores.

Com produção limitada a 700 garrafas de cada versão, a série Odonata terá preço sugerido de R$ 48,00 (garrafa rolhada de 375 ml).

Serviço
Lançamento Odonata 2018
Evento aberto ao público
Data - horário: 04/07/18, às 19h
Local: EAP, rua Vupabussu, 305 – Pinheiros, São Paulo – tel. 11 3031.4328
Régua de degustação: quatro versões de Odonata (doses de 100 ml cada) acompanhada por pequenas porções da casa, trabalhadas com Jaqueira, Jequitibá, Bálsamo e Amburana - preço: R$ 54,00
Participação especial: cervejeiros e especialistas envolvidos no projeto Odonata 2018



Sobre as edições anteriores


2016 – A primeira série Odonata teve sua base de uma Russian Imperial Stout envelhecida em barricas de Whisky Tennessee por seis meses. Após o envelhecimento a cerveja ganhou três versões: #1 com frutas vermelhas (morango, framboesa e amora), #2 com café de cultivo orgânico e #3 com favas de baunilha. De corpo alto, as Odonatas 2016 apresentaram 12,5% ABV e 80 IBU. A Odonata com frutas vermelhas trouxe um toque de acidez, enquanto a versão com baunilha teve nuances mais adocicadas. A versão com café, de cultivo orgânico da Fazenda Ambiental Fortaleza, mostrou fortes notas de tosta que combinaram com a robustez da cerveja.


2017 - As versões #4, #5 e #6 da cerveja foram envelhecidas em barricas de Carvalho Francês e Americano, e contaram com a participação de ícones nacionais do segmento de destilados para uma produção numerada de 1.000 garrafas.
A versão #4 trouxe a expertise de Cesar Adames, professor e especialista dos mercados de tabaco e bebidas. Foi ele o primeiro importador de charuto cubano no Brasil e jurado do concurso Habano Sommelier por 10 anos. Sua participação na série Odonata comemora também a sua primeira visita a Cuba, há 25 anos, e foi envelhecida em barricas de Carvalho Americano com rum e blendada com malte defumado em folha de tabaco cubano de Pinar del Río.

Maurício Porto
, apreciador e colecionador de uísque, certificado como especialista pela Wine and Spirit Education Trust de Londres, e também à frente do blog "O Cão Engarrafado", assinou o rótulo #5 da série Odonata, envelhecido em barricas de Single Malte Scotch. Essa versão uniu o sabor adocicado da baunilha e da madeira, provenientes das barricas, com notas de chocolate e café da própria cerveja, com certo mel residual nesta versão, bem característico do uísque que fora antes maturado nos barris.

Por último, Dinah Paula, que comanda a Cachaçaria Quinta das Castanheiras, de Camanducaia / MG, médica nutróloga por formação e uma apaixonada declarada pela cachaça, assinou o rótulo #6 da Odonata. Essa versão foi envelhecida por três meses em barricas de Carvalho Francês, utilizadas anteriormente pela cachaçaria, o que resultou em sabores e aromas característicos do destilado na cerveja.

26 junho, 2018

Boulevard Brewing (EUA) de volta ao Brasil com novidades


Depois de um tempo sem novidades, a cervejaria norte-americana Boulevard Brewing, que chegou pela primeira vez no Brasil em 2015, está de volta, agora com três rótulos, sendo que dois deles chegam pela primeira vez.

As novidades chegam no início de julho nos pontos de venda em todo país, via importadora Interfood.


Boulevard Sixth Glass (1º vez no Brasil!)

Estilo: Quadrupel
ABV: 10,2%
Untappd: 3.88 (0-5)
Formato: garrafa (750ml)



Boulevard Saison Brett (1º vez no Brasil!)
Estilo: Saison com Brettanomyces
ABV: 8,5%
Untappd: 3.87 (0-5)
Formato: garrafa (750ml)


Boulevard Tank 7
Estilo: Farmhouse Ale
ABV: 8,5%
Untappd: 3.81 (0-5)
Formato: garrafa (330ml)

25 junho, 2018

Coleções: Bia Amorim


Nova série do All Beers, sobre coleções cervejeiras. Sempre um convidado especial vai mostrar sua coleção que pode ser de copos, latas, garrafas, abridores, bolachas, camisetas...
E para começarmos, convidamos a sommelière Bia Amorim para mostrar suas coleções.


21 junho, 2018

Founders CBS e KBS Safra 2017 no Brasil e reposições da cervejaria

Foto: EAP

Uma nova importação da cervejaria norte-americana Founders acaba de chegar no Brasil, via importadora Beer Concept. Muitas reposições e duas grandes novidades, a Founders CBS, que chega pela primeira vez no país e a safra 2017 da Founders KBS.

Founders Canadian Breakfast Stout (CBS) - (Safra 2017)
Uma Imperial Stout com Chocolate e Café, envelhecida com Maple Syrup em barris de carvalho que anteriormente armazenavam Bourbon.

Founders Kentucky Breakfast Stout (KBS) - (Safra 2017)
Uma Imperial Stout com cerca de 12% ABV, adição de Baunilha e Café, envelhecida durante 1 ano inteiro em barris de carvalho que anteriormente armazenavam Bourbon.

Reposições:
Founders All Day IPA
Founders Azacca IPA
Founders Backwoods Bastard
Founders Breakfast Stout
Founders Centennial IPA
Founders Mosaic Promise
Founders PC Pils
Founders Porter


As novidades chegaram essa semana nos pontos de venda e começa hoje e vai até domingo o CBS e KBS Day no Empório Alto dos Pinheiros. Saiba mais sobre o evento aqui.

20 junho, 2018

Linus De Paoli - Coluna 01: Leuven Innovation Beer Festival & Gueuze & Kriek Festival 2018


Nossa, nunca imaginei que fosse tão difícil começar a escrever no All Beers como colaborador. Não porque falte assunto e não porque o Raphael tenha sido difícil de convencer a me aceitar como colaborador (na verdade foi super tranquilo e o que me fez muito feliz). O difícil é saber como começar. Como me juntar a um time com tanta bagagem cervejeira e jornalística. Talvez o melhor seja começar me apresentando.


Sou cervejeiro caseiro desde 2011, bebedor de cervejas desde 1997 quando tomei minhas primeiras Weizens na companhia do meu pai (aliás, segundo ele eu nasci já bebedor de cerveja) e engenheiro mecânico por formação (e ocupação). Mas até aí tem muita gente com um histórico parecido com o meu por aí. Então o que eu posso agregar a quem lê o All Beers?

Como moro em Colônia na Alemanha desde março de 2015 e nos últimos anos temos ido a vários festivais, eventos cervejeiros, visitado várias cidades e cervejarias no Noroeste da Europa, talvez eu pudesse contar aqui algumas histórias (e eu adoro contar histórias) dessas experiências e dar um pouco da minha visão do mercado de cerveja por aqui. Não sou jornalista, então não esperem nada muito correto do ponto de vista de redação (e gramática) e imparcial e sim muita opinião pessoal.

Primeiro assunto que me veio a cabeça foram os 3 festivais que fomos em Abril e Maio de 2018. Festivais bastante diferentes em conceito, tipo de cervejas e público. Foram eles: Leuven Innovation Beer Festival, Gueuze & Kriek Festival of the Pajottenland (A.K.A. Nacht van de Grote Dorst) e o MBCC (este será no próximo post).

Aconteceu em Leuven na Bélgica nos dias 14 e 15 de abril o 4º Leuven Innovation Beer Festival organizado pela Brouwerij Hof Ten Dormaal. O festival fez parte de 3 finais de semanas seguidos de eventos em Leuven, incluindo o Foods and Hops Festival (21 e 22) e o Zythos (28 e 29).

O Leuven Innovation Beer Festival é um festival pequeno, com 17 cervejarias participando (a Hof Ten Dormaal + 16 convidadas pelo organizador) com foco em inovação. O festival acontece no salão de eventos De Hoorn que começou sua vida como sede da Cervejaria De Hoorn em 1923 e onde foi produzida e consumida pela primeira vez a cerveja Stella Artois. O prédio estava abandonado a várias décadas e em 2007 foi convertido em local de eventos por empresários locais, abrindo novamente em 2012. Ou seja, o festival combina história e tradição no local que é realizado e com inovação das cervejarias independentes convidadas.


Ir ao festival é relativamente barato com um ingresso de 25 Euros por dia (antecipado), que inclui uma taça de 50ml para degustação, uma garrafa de água mineral e 10 fichas (tokens). Todas as cervejas servidas custam 1 ficha (independente da cerveja) e mais fichas podem ser compradas do lado de dentro por 1.50 Euro. O festival também contava com uma área externa com algumas opções de comida e um bom gramado onde era possível aproveitar o ótimo clima que fez naquele final de semana.



Predominavam cervejarias belgas e holandesas, mas também haviam cervejarias da Espanha, Polônia, UK, USA, Rússia, Alemanha, etc. Cada uma com uma proposta diferente, mas todas pequenas e independentes. Com tanta diversidade fica difícil traçar uma tendência, mas encontrei muitas cervejas azedas, seja de fermentação espontânea, mista ou lática, cervejas envelhecidas em barris de madeira, estilos pouco comuns e ingredientes pouco comuns (flores, ervas, frutas, etc). Não vi nenhuma Hazy IPAs ou Berliner Weisse.

Das cervejas que tomamos, duas chamaram mais atenção. Uma da Nevel Artisan, uma kettle sour Grisette e outra da 't Hofbrouwerijke, uma Imperial Porter com adição de cerejas - levemente azeda. Além de tomar as cervejas, pude esclarecer muita coisa sobre o estilo Grisette (pouco conhecido até na Bélgica) e pegar umas dicas de como produzi-lo, além de conhecer o Jef, dono da 't Hofbrouwerijke, que me valeu uma experiência muito legal um mês depois.


Nesse dia conhecemos um casal (ele americano ela da Letônia) super simpático, amante de cervejas azedas e que são proprietários de duas distribuidoras de cervejas na Letônia (Latvian Beerocracy e Beerfox).

Quase duas semanas depois fomos a Iteerbeek (Dilbeek), nos arredores de Bruxelas no vale do rio Senne e centro da produção de Lambic na Bélgica, para o 8º Gueuze & Kriek Festival of the Pajottenland. O festival é organizado a cada 2 anos pela The Gueuze Society (Het Geuzegenootschap) e acontece em uma área aberta no centro da vila somente na sexta-feira a noite. Não é cobrada entrada para o festival, mas no local são vendidos copos de degustação (100ml) e fichas para comprar as cervejas (1,50 Euros por ficha). O preço das cervejas oferecidas (draft ou em garrafas de 375ml ou 750ml) varia muito. Por exemplo uma garrafa de 375ml de Lindemann’s Faro custava 2 fichas enquanto uma de Cantillon Gueuze custava algo em torno de 5 fichas. Aqui a quantidade de cervejas diferentes que degustamos foi pequena sendo difícil eleger uma preferida.

Neste dia encontramos um grupo de ingleses, um dos quais já havíamos conhecido no Moeder Lambic em um evento da Gueuzerie Tilquin, os quais compartilhamos algumas garrafas e demos boas risadas. Mais tarde conhecemos um grupo de brasileiros que moram na Holanda, compartilhamos mais algumas garrafas, experiências e risadas.

As cervejarias presentes no festival eram: Boon, Cantillon, De Oude Cam, De Troch, Den Herberg, 3 Fonteinen, Girardin, Hanssens, Mort Subite, Lambiek Fabriek, Lindemans, Oud Beersel, Tilquin e Timmermans.


No mesmo final de semana (feriado de 1º de Maio) aconteceram outros eventos na região, lançamento de série especial de Lambics da 3 Fonteinen (só descobri que ia acontecer depois), Cantillon Quintessence (ingressos todos vendidos em 5 minutos no site, também não deu) e o Zythos Festival.
Ou seja, se quiser programar uma viagem à Bélgica para tomar cerveja e ir em bons festivais, o mês de abril é uma ótima sugestão. Só fique de olho nos sites dos festivais pois eles podem mudar de data de ano para ano.

13 junho, 2018

Cervejarias importadas que desapareceram do mercado nacional


Texto: Raphael Rodrigues
Desde 2009 o All Beers apresenta aos seus leitores as novidades do mercado nacional, isso inclui claro as cervejas importadas que chegam por aqui. Foram muitas que chegaram e continuam até hoje, porém, outras marcas chegaram e desapareceram do portfólio de importadoras que não tiveram mais interesse na marca ou que encerraram suas atividades.

Claro que existem várias marcas, mas selecionamos algumas neste post:


- The Bruery (EUA)
A cervejaria apareceu no mercado brasileiro em 2014, importada pela Hors Concours (que fechou suas portas pouco tempo depois). Foram cinco rótulos que chegaram com preços muito altos e acabaram não vencendo a concorrência.Cervejaria de grande qualidade e que nunca mais voltou para o Brasil.


- Nøgne Ø (Noruega)
Importadada pela Beer Legends, que também fechou suas portas, a cervejaria norueguesa teve algumas importações e inclusive visita da proprietário no país para alguns rótulos colaborativos.
Com preços variados, alguns rótulos chegaram acima do praticado no mercado e depois a marca nunca mais voltou.


- Jolly Pumpkin (EUA)
A cervejaria norte-americana chegou em uma única importação que aconteceu em 2014 pela importadora Tarantino, que também não existe mais. Cervejaria muito respeitada no exterior e focada em cervejas ácidas, chegou por aqui com altos preços e com pouca divulgação no mercado.


- Hitachino Nest (Japão)
Lembra da cervejaria da coruja? Ela esteve por um bom tempo no Brasil, via importadora Lorch (que também fechou suas portas). A primeira importação aconteceu em 2013 e teve um trabalho bem feito por aqui, mas depois desapareceu e nunca mais voltou.


- North Coast (EUA)
A cervejaria da icônica Old Rasputin está sem importadora! A Divina Confraria Importadora fechou suas portas recentemente e deixou uma grande cervejaria sem representante no país! Foram diversas importações, a primeira em 2013.


- SixPoint (EUA)
Cervejaria que chegou por aqui em 2012, via importadora Lorch e com uma pegada forte dos lúpulos norte-americanas. Foi um sucesso em diversas importações. Com o fim da importadora, a marca ficou abandonada até que em 2016, a Brasart importadora anunciou uma nova importação, mas que na realidade nunca aconteceu.


- Prairie Artisan Ales (EUA)
Em 2014 a cervejaria norte-americana chegou no Brasil via importadora Beer Legends. Foram algumas importações com excelentes rótulos, porém com preços altos praticados e que fizeram a marca desaparecer do mercado e nunca mais voltar.


- Anderson Valley (EUA)
Lembra dela, uma das primeiras cervejarias norte-americanas que chegou no país? Importada pela Tarantino, foram várias importações e com preços bem interessantes de mercado. Com o fim da importadora, a marca desapareceu e nunca mais voltou.

E mais: Coronado Brewing, Speakeasy, MOA, 8Wired, Malheur, North Peak, Base Camp, Hop Valley, Birra del Borgo, Dead Frog, Del Ducato, Horny Goat, SNAB, Alameda Brewing, Caldera, Aviator Brewing, De Dochter Van de Korenaar, Arcobräu, Gusswerk, Braufactum, Urnetl,  Andechser, Camba Bavaria, Tettnanger...
E a lista continua...



- Flying Dog (EUA)
Talvez a cervejaria com mais histórias e boatos do mercado nacional. A cervejaria que também foi uma das primeiras americanas a chegar no país, junto com a Brooklyn e Anderson Valley, fez história por aqui e deixou saudades. Fato é que neste caso, a cervejaria resolveu encerrar suas exportações para o Brasil e fim de papo. As importações aconteciam pela Tarantino. Se ela volta? Quem sabe...


- Southern Tier (EUA)
Outra cervejaria que encerrou suas exportações para o Brasil. Foram duas importações pela Tarantino Multibeer em 2013 e no mesmo ano o proprietário esteve no país para acompanhar o mercado brasileiro. Na volta aos Estados Unidos, comunicou que encerraria suas atividades por aqui.


- Dieu Du Ciel (Canadá)
Excelente cervejaria que tinha a Best Beers como representante no país desde 2014, está sem importadora no momento. Com diversas importações realizadas, bons preços praticados e inclusive a inclusão do Brasil na rota mundial do evento Péché Day, organizado pela cervejaria, a marca está pronta para ser trabalhada por uma nova importadora no país.


- Stillwater (EUA)
Em 2013 a cervejaria cigana chegou no país via Beer Legends. Foram algumas importações que chegaram por aqui e também algumas visitas de Brian Strumke, proprietário da cervejaria, que fez alguns rótulos colaborativos. Com o fim da importadora, a marca nunca mais voltou.


- Ballast Point (EUA)
Em 2013 a cervejaria norte-americana chegou por aqui via importadora Bier&Wein. Foram diversas importações e novidades, mas faz tempo que a cervejaria não é mais trabalhada no mercado nacional.


- Emelisse (Holanda)
Chegou em 2014 no Brasil, via importadora Beer Legends, Foram algumas importações e rótulos bem interessantes, mas com o fim da importadora, ela nunca mais voltou.

Importante lembrar que alguns rótulos dessas cervejarias ainda podem ser encontrados em pontos de venda no país, mas foram de últimas importações que chegaram.
Atenção importadoras, a lista acima é bem interessante! Vamos torcer para que elas voltem para o mercado nacional!

11 junho, 2018

Avelar Jr – Coluna 19: Londres em Dois Atos


A regra da minha vida determina um ritual sagrado e absoluto que inclui fumar charutos e também beber álcool antes, após e, se necessário, durante todas as refeições e também nos intervalos entre elas.” - Winston Churchill

Quer umas dicas para tomar umas boas cervejas em Londres?
Vamos deixar as peças em cinco atos para as elaboradas tramas de Shakespeare. Eu sou bem mais simples e resumi um tour cervejeiro por Londres em apenas dois atos.

Primeiro Ato: Londres Tradicional
Londres remete ao palácio de Buckingham, à troca da guarda e, é claro, aos pubs. Um dos maiores proprietários de pubs em Londres é justamente umas das cervejarias mais tradicionais da cidade: a Fuller’s.


Eu já participei de vários tours cervejeiros e esse foi definitivamente o melhor de todos. O grupo era pequeno: eu, um japonês e um casal italiano. A nossa guia foi uma simpática senhora, nascida no País de Gales e eleitora do partido trabalhista, que explicou em profundidade a história da cervejaria e todo o processo de produção.


Ao final, a melhor parte. Excelentes cervejas em degustações bem generosas. Algumas opções em cask (a famosa real ale).
Ao lado do prédio da histórica cervejaria tem um pub, para forrar o estômago com uma boa porção de fish & chips, e uma loja com souvenirs e cervejas para levar.


Vale lembrar que as cervejas da Fuller’s estão disponíveis no Brasil, mas nada se compara à experiência de degustá-las na terra natal. A London Pride é o carro-chefe, mas as minhas preferidas são a ESB e a London Porter.

Segundo Ato: Londres  Moderna
Londres é também uma cidade de vanguarda e, na minha opinião, a capital da música.
Local do estúdio Abbey Road, responsável por alguns álbuns daqueles garotos de Liverpool. A cidade é também a terra do rock progressivo, de bandas como Pink Floyd e Yes. Além do punk rock, com as lendárias Sex Pistols e The Clash. As mais recentes Amy Winehouse e Adele também são de lá.
O movimento das cervejas artesanais está fervendo mundo à fora e não poderia ser diferente em Londres.

A tradição cervejeira londrina remete às boas ales fermentadas no barril e servidas à temperatura ambiente. Mas, as novas cervejarias, estão incorporando novidades e a presença de lagers e lúpulos americanos já é bem comum.

Para quem gosta de beber boas cervejas e não tem medo de uma boa caminhada eu recomendo a Bermondsey Beer Mile, um trajeto de mais de uma milha de distância com várias microcervejarias. Tem cerveja para todos os gostos e recomendo também uma parada no Maltby Street Market, porque tomar cerveja de barriga vazia não é recomendável.
Southwark Brewing e a Anspach & Hobday estão entre as primeiras na rota e são imperdíveis. E sábado é definitivamente o melhor dia para esta caminhada etílica.


Epílogo
Simples. Em dois dias você pode fazer um excelente tour cervejeiro em Londres e vai ter tempo de sobra para ver a rainha e visitar a Harrods. Mas eu sei que as compras mesmo você vai fazer é na Primark.

Vale lembrar também que a minha viagem à Londres ficou muito mais fácil com a ajuda da Natasha Schiebel. Ela e o marido, João Brotto, têm dicas valiosas no blog de viagens Pra Ver no Mundo (http://pravernomundo.com.br/). Além de roteiros incríveis, esse simpático casal paranaense curte boas cervejas.

Cheers ;-)

Veja as demais colunas do Avelar Jr.

07 junho, 2018

All Beers lança sua primeira coleção de camisetas cervejeiras


Já iniciando as comemorações de 10 anos do blog que acontece em fevereiro do próximo ano, o All Beers, eleito a melhor mídia cervejeira do Brasil nos últimos cinco anos (2013 a 2017), lança em parceria com a marca Siamese a All Beers Collection, sua primeira coleção de estampas, que a princípio estarão em cinco modelos de camisetas e pôsteres.

A ideia toda começou em dezembro de 2017, quando mandeei uma mensagem para o Henrique, proprietário da Siamese, para criarmos juntos uma coleção do All Beers. Fiquei responsável pela primeira etapa do processo, criando as ideias e montando um esboço de como seria a estampa. Com as cinco ideias prontas, a Siamese começou a criar na prática as camisetas., comentou Raphael Rodrigues, jornalista responsável pelo All Beers.

"A Siamese, que também participa de eventos cervejeiros, já possui uma coleção inteira dedicada a esse líquido que amamos, e a parceria com o All Beers veio para estreitar ainda mais nosso relacionamento com um público que entende do assunto. É a primeira coleção colaborativa da Siamese e ficamos honrados em nos juntar ao melhor blog cervejeiro do Brasil.", comentou Henrique West - Diretor de Criação e Marketing da Siamese.

Conheça as estampas:

The Bretta Invasion:
gosta de uma cerveja ácida? Eu também!
Once You Go Black, You Never Go Back:
para aqueles que gostam de cervejas com malte torrado
Ninkasi:
um tributo para deusa da cerveja

Beer Hunter:
uma homenagem ao jornalista cervejeiro, Michael Jackson
Craft Beer To The Bones:
para todos que amam cerveja artesanal

Sempre curti essa ideia de camisetas, inclusive tenho uma coleção de camisetas cervejeiras! Para lançar o All Beers Collection, tinha que ser com uma empresa profissional e com know how de mercado, e rapidamente veio a Siamese na minha cabeça! Estou muito satisfeito com o resultado final.”, finaliza Raphael.

As camisetas estão disponíveis nos tamanhos P, M, G, GG e XGG, no valor de R$68,90 cada e com entrega para todo país.
Na loja online você também pode garantir o pôster de cada estampa (34x44cm – com moldura), pelo preço de R$68,90 cada.


Tanto as camisetas como os pôsteres já estão disponíveis no endereço www.siamese.com.br/allbeers

Um evento de lançamento será realizado no dia 9 de junho (sábado), no Empório Alto dos Pinheiros, com a presença do T-Shirt Truck da Siamese com  as estampas do All Beers Collection, mais todas as estampas cervejeiras da Siamese.

Veja o comentário sobre cada estampa:




SERVIÇO

Lançamento All Beers Collection
Data: 09 de junho - sábado
Horário: 12h às 17h
Local: Empório Alto dos Pinheiros
Endereço: Rua Vupabussu, 305 - Pinheiros - São Paulo, SP
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