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06 abril, 2011

Para ser a "Coca-Cola das cervejas", grupos disputam Schincariol

Conseguir ser a “Coca-Cola das cervejas”, ou ter a primeira marca de cerveja globalizada, consumida nos principais mercados do mundo, passou a ser uma obsessão para as grandes cervejarias, entre elas a belgo-brasileira Anheuser-Busch InBev (AB InBev), hoje a dona da Budweiser nos Estados Unidos, a holandesa Heineken e a anglo-africana SABMiller, que distribui as marcas Miller e a Coors no mercado americano.
Com a possível venda da Schincariol, segunda maior cervejaria brasileira, essa disputa instalou-se agora ao mercado brasileiro, que virou uma peça-chave na corrida pela liderança mundial.

“O Brasil é o país emergente com maior potencial neste setor, pois a população cultiva o hábito de beber cerveja e o clima é favorável ao consumo da bebida”, afirma o consultor da Concecpt Adalberto Viviani. Estão no páreo para comprar a Schincariol três grandes cervejarias mundiais: Heineken, a SABMiller e a dinamarquesa Carlsberg, quarta no ranking global. Quem vencer o páreo vai competir no Brasil com a Budweiser, a marca global da AmBev, que deve ser lançada no país ainda neste ano.

Heineken

Para a Heineken, que após adquirir a Femsa tornou-se dona da brasileira Kaiser, a aquisição é uma chance de aumentar o volume de negócios no país e, assim, justificar sua presença no mercado nacional, afirmam fontes próximas às negociações.
Para um especialista, a empresa holandesa é tida como uma das candidatas mais fortes à levar a Schincariol. A empresa estaria numa posição desconfortável por já ter se comprometido com uma ‘operação brasileira’, mas ainda não tem grande presença de mercado.
A aquisição possibilitaria ganhos em escala e sinergia.

Miller e Carlsberg

No caso da SABMiller e da Carlsberg, se trataria da última oportunidade viável de voltar ao país através da aquisição de uma cervejaria com fatia de mercado significativa.

A Miller foi fabricada no Brasil entre 1996 e 2007 por uma joint-venture formada entre a empresa e a Brahma. A empresa teria encerrado a parceria por discordar dos preços praticados pela AmBev. Neste ano, a marca Miller voltou ao mercado brasileiro por meio da importadora gaúcha ImportBeer.
A importação foi o caminho encontrado pela companhia para garantir a presença da marca no Brasil, mas, segundo especialistas, não atende às necessidades de SABMiller no mercado nacional.
Até o momento, o produto está disponível apenas na rede Zaffari e, segundo a importadora, será distribuído em todo o Brasil até o final de 2012.

Disputa com a AmBev

Líder absoluta no Brasil, com 68,2% do mercado nacional, a AB InBev, que controla a AmBev, é certamente a que mais pode perder com a venda da Schincariol para um desse três grandes competidores mundiais. Comprar a Schincariol não é uma alternativa para empresa, já que o negócio emperraria nas leis antitruste.

A AmBev é dona das três marcas mais vendidas no Brasil. A Skol possui 32,4% de participação de mercado, a Brahma, 17,6%, e a Antarctica, 11,8%, segundo levantamentos mais recentes.
A Schincariol, dona também da Devassa, possui 11% do mercado brasileiro de cerveja. Mas a Petrópolis conseguiu ganhar pontos e encostar na segunda colocada, com 10,8% de participação de mercado em fevereiro.

Desde que a InBev comprou a Anheuser-Busch nos Estados Unidos, em julho de 2008, é esperado que a AmBev traga a marca Budweiser para o mercado brasileiro.

A aguardada entrada da marca americana deve ser realizada no segundo semestre. Mas, segundo especialistas, um dos maiores problemas será como posicionar a marca e evitar que ela afete a Skol. Até agora, a AmBev ainda não divulgou sua estratégia de posicionamento para a marca.

Por que a Schincariol está à venda?

O interesse desses grandes grupos estrangeiros explica, em parte, porque a família que controla a Schincariol avalia sair do negócio de cervejas. O mercado talvez tenha ficado grande demais para um grupo independente, com atuação nacional, e os investimentos para ganhar qualquer ponto de participação de mercado são elevados.

Somadas, as marcas do grupo Schincariol têm cerca de 11% do mercado brasileiro. As principais delas são a Nova Schin e a Devassa.
Com 13 fábricas, a empresa ocupa uma posição no mercado muito próxima ao grupo Petrópolis, que tem quatro fábricas. “Isso mostra uma ineficiência da empresa. Ela não consegue administrar bem seu mix de marcas”, diz uma analista, que não quis se identificar.
O principal rótulo da empresa, a Nova Schin, foi lançado em 2003 para mudar o estigma da então marca Schincariol como uma cerveja popular.

A estratégia não deu certo na avaliação de um especialista. “A Schincariol não conseguiu ser uma das cinco marcas mais pedidas”, afirma.
Com o lançamento da Devassa, a empresa fez uma nova tentativa. Até agora, o investimento não resultou em ganhos relevantes de market-share. A Devassa tem apenas 0,2% do mercado.

14 janeiro, 2011

Cerveja norte-americana Miller volta ao Brasil após quatro anos

Quatro anos após o fim de sua produção no Brasil, a cerveja Miller está de volta ao país. A SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo e fabricante da bebida, fechou acordo com a importadora gaúcha ImportBeer para distribuição nacional.

Desde o início de janeiro, a cerveja norte-americana está sendo comercializada na rede de supermercados Zaffari em Porto Alegre (RS). Os planos são de expandir as vendas no Estado neste ano, para as principais redes de supermercado, e, a partir de 2012, distribuir em todo o país.

De acordo com Christian Bonotto, diretor da importadora, a empresa já negocia com redes como Wal-Mart e Carrefour para ampliar as vendas.

"A SABMiller vai fazer um aporte de US$ 15 milhões neste primeiro ano de parceria, para investirmos em distribuição, marketing", afirma Bonotto. De acordo com ele, o volume a ser investido nos anos seguintes ainda está em negociação.

A previsão da ImportBeer é que a Miller esteja em todos os Estados até 2013. O Grupo gaúcho importa ainda cervejas da República Tcheca, Argentina e Jamaica, além de cuidar da área comercial da DaDo Bier no país.

JOINT VENTURE

Entre 1996 e 2007, a Miller foi produzida no país por uma joint venture entre a Brahma, marca da maior cervejaria do mundo, a AmBev, e a SABMiller.

De acordo com a fabricante, a SABMiller optou por retirar a cerveja de circulação no país por discordar dos preços praticados pela AmBev.

A cervejaria brasileira, porém, afirma que o contrato, que venceu em 2007, não foi renovado por não haver interesse de nenhuma das partes.

Via

21 julho, 2009

Minha opinião sobre o filme Beer Wars


Terminei de ver o documentário Beer Wars, dirigido por Anat Baron e que até o momento não teve exibição aqui no Brasil.
Por esse motivo acabei fazendo o download do filme via torrent e aqui deixo meus comentários.

Como já foi comentado por aqui, o documentário aborda a guerra entre as grandes cervejarias (Budweiser (Anheuser-Busch), Coors e Miller) e as cervejarias artesanais nos Estados Unidos.

Basicamente o filme conta a história de duas cervejarias artesanais que tentam mostrar seu produto para pubs, lojas e congressos. Sam Calagione da Dogfish e Rachel Kallman da Moonshot Beer.


Também podemos ver depoimentos bem interessantes de pessoas do ramo cervejeiro, como Charlie Papazian, Todd Alstrom do Beer Advocate, Greg Koch da cervejaria Stone, Maureen Ogle, autor de Ambitious Brew, entre outros.

Posso dizer que gostei do filme e todos que gostam de cerveja vão gostar, porém não passa nada de novidade, basicamente mostra um mercado comandado pelas grandes cervejarias e que é muito complicado conseguir espaço.
Nada muito diferente do mercado brasileiro (claro que com proporções diferentes, tanto do lado macro como das micro cervejarias).

Acompanhar a luta diária do dono da Dogfish foi bem interessante, só não entendo por quê a escolha da cervejaria MoonShot? Existem outras cervejarias artesanais norte-americanas muito mais fortes que eles. Levando em conta que o filme tenta abrir o olho do mercado e dar voz aos micro cervejeiros, porque não escolher um nome mais forte do que a Moonshot?

Veja um programa do Happy Hour Guys depos da exibição do filme:



Resumindo, vale a pena acompanhar o filme e ver essa batalha, esperamos que isso ajude os cervejeiros artesanais nos Estados Unidos e quem sabe abra os olhos dos importadones aqui no Brasil para essas cervejarias.

17 abril, 2009

Máquinas de cerveja


Já imaginou ter uma "Beer Machine" em sua casa ou comércio?
Uma máquina retrô e reformada da Budweiser, Coors, Corona, Miller, Samuel Adams, entre outras.

Claro que não são baratas, mas existe uma loja na net onde você encontra todas elas, basta escolher! A média do preço é $500,00.

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