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03 outubro, 2011

Petrópolis chega mais perto da Schincariol

A cervejaria Petrópolis está praticamente dividindo o segundo lugar no ranking nacional do mercado de cervejas com a Schincariol. De acordo com dados do instituto de pesquisa Nielsen, em agosto, a participação da Petrópolis ficou em 10,1%, enquanto a da Schincariol foi de 10,3%.

Já a Ambev se mantém mais que confortável na liderança, com uma fatia de 69,8%. A Heineken, que comprou as operações de cerveja no País da Femsa no início de 2010, ocupa a quarta posição no ranking, com 8,5%.

Fonte: Estado de São Paulo

06 abril, 2011

Para ser a "Coca-Cola das cervejas", grupos disputam Schincariol

Conseguir ser a “Coca-Cola das cervejas”, ou ter a primeira marca de cerveja globalizada, consumida nos principais mercados do mundo, passou a ser uma obsessão para as grandes cervejarias, entre elas a belgo-brasileira Anheuser-Busch InBev (AB InBev), hoje a dona da Budweiser nos Estados Unidos, a holandesa Heineken e a anglo-africana SABMiller, que distribui as marcas Miller e a Coors no mercado americano.
Com a possível venda da Schincariol, segunda maior cervejaria brasileira, essa disputa instalou-se agora ao mercado brasileiro, que virou uma peça-chave na corrida pela liderança mundial.

“O Brasil é o país emergente com maior potencial neste setor, pois a população cultiva o hábito de beber cerveja e o clima é favorável ao consumo da bebida”, afirma o consultor da Concecpt Adalberto Viviani. Estão no páreo para comprar a Schincariol três grandes cervejarias mundiais: Heineken, a SABMiller e a dinamarquesa Carlsberg, quarta no ranking global. Quem vencer o páreo vai competir no Brasil com a Budweiser, a marca global da AmBev, que deve ser lançada no país ainda neste ano.

Heineken

Para a Heineken, que após adquirir a Femsa tornou-se dona da brasileira Kaiser, a aquisição é uma chance de aumentar o volume de negócios no país e, assim, justificar sua presença no mercado nacional, afirmam fontes próximas às negociações.
Para um especialista, a empresa holandesa é tida como uma das candidatas mais fortes à levar a Schincariol. A empresa estaria numa posição desconfortável por já ter se comprometido com uma ‘operação brasileira’, mas ainda não tem grande presença de mercado.
A aquisição possibilitaria ganhos em escala e sinergia.

Miller e Carlsberg

No caso da SABMiller e da Carlsberg, se trataria da última oportunidade viável de voltar ao país através da aquisição de uma cervejaria com fatia de mercado significativa.

A Miller foi fabricada no Brasil entre 1996 e 2007 por uma joint-venture formada entre a empresa e a Brahma. A empresa teria encerrado a parceria por discordar dos preços praticados pela AmBev. Neste ano, a marca Miller voltou ao mercado brasileiro por meio da importadora gaúcha ImportBeer.
A importação foi o caminho encontrado pela companhia para garantir a presença da marca no Brasil, mas, segundo especialistas, não atende às necessidades de SABMiller no mercado nacional.
Até o momento, o produto está disponível apenas na rede Zaffari e, segundo a importadora, será distribuído em todo o Brasil até o final de 2012.

Disputa com a AmBev

Líder absoluta no Brasil, com 68,2% do mercado nacional, a AB InBev, que controla a AmBev, é certamente a que mais pode perder com a venda da Schincariol para um desse três grandes competidores mundiais. Comprar a Schincariol não é uma alternativa para empresa, já que o negócio emperraria nas leis antitruste.

A AmBev é dona das três marcas mais vendidas no Brasil. A Skol possui 32,4% de participação de mercado, a Brahma, 17,6%, e a Antarctica, 11,8%, segundo levantamentos mais recentes.
A Schincariol, dona também da Devassa, possui 11% do mercado brasileiro de cerveja. Mas a Petrópolis conseguiu ganhar pontos e encostar na segunda colocada, com 10,8% de participação de mercado em fevereiro.

Desde que a InBev comprou a Anheuser-Busch nos Estados Unidos, em julho de 2008, é esperado que a AmBev traga a marca Budweiser para o mercado brasileiro.

A aguardada entrada da marca americana deve ser realizada no segundo semestre. Mas, segundo especialistas, um dos maiores problemas será como posicionar a marca e evitar que ela afete a Skol. Até agora, a AmBev ainda não divulgou sua estratégia de posicionamento para a marca.

Por que a Schincariol está à venda?

O interesse desses grandes grupos estrangeiros explica, em parte, porque a família que controla a Schincariol avalia sair do negócio de cervejas. O mercado talvez tenha ficado grande demais para um grupo independente, com atuação nacional, e os investimentos para ganhar qualquer ponto de participação de mercado são elevados.

Somadas, as marcas do grupo Schincariol têm cerca de 11% do mercado brasileiro. As principais delas são a Nova Schin e a Devassa.
Com 13 fábricas, a empresa ocupa uma posição no mercado muito próxima ao grupo Petrópolis, que tem quatro fábricas. “Isso mostra uma ineficiência da empresa. Ela não consegue administrar bem seu mix de marcas”, diz uma analista, que não quis se identificar.
O principal rótulo da empresa, a Nova Schin, foi lançado em 2003 para mudar o estigma da então marca Schincariol como uma cerveja popular.

A estratégia não deu certo na avaliação de um especialista. “A Schincariol não conseguiu ser uma das cinco marcas mais pedidas”, afirma.
Com o lançamento da Devassa, a empresa fez uma nova tentativa. Até agora, o investimento não resultou em ganhos relevantes de market-share. A Devassa tem apenas 0,2% do mercado.

05 abril, 2011

Quer comprar a Schincariol?


O pujante e promissor mercado brasileiro de cervejas está definitivamente na pauta dos fabricantes multinacionais de bebida. Depois de a Diageo ter tornado público o seu interesse em comprar uma empresa brasileira com participação relevante no mercado (leiam-se os grupos Schincariol e Petrópolis), agora é a SAB Miller que volta a ter destacado pela imprensa internacional o seu desejo de entrar no Brasil.

Em 2010, o consumo de cerveja aumentou 11%, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). Com o consumo per capita do brasileiro atualmente em 60 litros por pessoa, e um potencial de expansão para chegar aos 100 litros antes do final desta década, a categoria será alvo de uma intensa concorrência nos próximos anos.

Segundo o jornal inglês Sunday Times, a britânica SAB Miller estaria preparando uma oferta para a compra da Schincariol. Sem citar fontes, o periódico diz que a cervejaria brasileira estaria à venda por US$ 2 bilhões (R$ 3,3 bilhões). A Heineken, que em 2010 acertou a compra global da Femsa e passou a atuar no País, também estaria interessada.

O montante, porém, parece bem abaixo do que estima o mercado. Matéria publicada nesta segunda-feira 4 pelo jornal Valor Econômico traz a informação de que um dos grupos interessados avalia o valor da companhia entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões. Os controladores da Schincariol teriam ambições ainda maiores – algo acima de R$ 10 bilhões. A publicação coloca ainda a dinamarquesa Carlsberg como mais uma candidata à compra da Schin. A movimentação deve esquentar ainda mais a briga pela vice-liderança do mercado nacional de cervejas, disputada, atualmente, a cada décimo de ponto pela Schincariol e a Petrópolis, segundo os relatórios Nielsen divulgados em 2011.

Em balanço divulgado na sexta-feira, 1º de abril, a Schincariol anunciou uma receita bruta de R$ 5,7 bilhões em 2010. O resultado representa um incremento de 11,8% em relação ao ano anterior. Os investimentos foram de R$ 1 bilhão – o equivalente a 34% da receita líquida da companhia. Para 2011, a previsão de investimentos é de R$ 600 milhões.



Via

09 setembro, 2010

Clubes paulistas devem estampar lata da Heineken

A Heineken e não mais a Kaiser deve ser a cerveja que vai estampar a marca dos quatro grandes clubes paulistas a partir do final do ano. Com a compra da Femsa (dona da Kaiser), a Heineken deve intensificar sua venda no Brasil. E mundialmente, a marca está associada com o futebol.

Veja o comercial da Heineken como patrocinadora oficial da Champions League:

21 janeiro, 2010

Heineken compra FEMSA




A Heineken anunciou a compra da empresa de bebidas Femsa, que detém a marca Kaiser no Brasil.
A empresa holandesa vai comprar 100% das operações da Femsa no México e 83% das operações brasileiras que ainda não pertenciam à Heineken.

A operação teve custo de aproximadamente 5.3 bilhões de euros (US$ 7,6 bilhões).
A Femsa ficará com o equivalente a 20% do controle acionário do grupo Heineken.

Um dos objetivos é lucrar com o mercado brasileiro, o segundo maior do mundo em lucros no setor de cervejas, e acelerar o crescimento da marca Heineken no país e no México, usando a estrutura logística da Femsa.

O negócio deve ser concluído no segundo trimestre e precisa passar pela aprovação de autoridades regulatórias e dos acionistas da Heineken, Heineken Holding e Femsa.

Além da Kaiser, a Femsa detém no Brasil as cervejas Dos Equis, Gold, Xingu, Bavaria, Summer e Sol.
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