19 maio, 2018
Eisenbahn compartilha suas torneiras com as cervejarias Landel e Ogre Beer no Mondial de La Bière SP 2018
Pela primeira vez, a Eisenbahn convida duas cervejarias e cede algumas de suas torneiras para elas em um festival cervejeiro. As escolhidas são a campineira Landel e a curitibana Ogre Beer que levarão, respectivamente, as suas Session IPA e Belgian IPA para o Mondial de La Bière 2018, que acontece em São Paulo entre os dias 17 a 20 de maio.
A Ogre Beer, fundada em 2012, pelos sócios Carlos Manuel, Ricardo Seara e Sandro Singer, tem uma história que se conecta com Eisenbahn — Sandro foi ganhador do Mestre Cervejeiro 2010 — e estará presente no maior festival cervejeiro do país pela primeira vez com a sua Django Cigano, uma Belgian IPA que foi ouro no Concurso Brasileiro de Cervejas e na Copa Cervejas de América no Chile, além de levar uma Prata no Brussels Beer Challenge na Bélgica. Já a Landel, dos sócios Marcelo Crósta, Samuel Faria e Bruno Cardoso, que se conheceram em cursos técnicos e eventos cervejeiros, é veterana e marcará presença pelo segundo ano no festival. A marca, que tem cinco rótulos próprios e foco na produção de chope na região de Campinas, foi fundada em 2013 e é uma cervejaria cigana — prática em que cervejeiros contratam os tanques ociosos de uma outra cervejaria para produzir e comercializar seus rótulos no mercado.
Eisenbahn estará presente no festival que acontece pela segunda vez em São Paulo, e entre as quatro torneiras do seu estande, duas serão exclusivamente destinadas às criações da Ogre Beer e da Landel. “Eisenbahn, desde a sua fundação, tem o propósito de fomentar o mercado cervejeiro e promover ações que vão ao encontro desse objetivo, como o Concurso Mestre Cervejeiro, que já está em seu nono ano revelando talentos cervejeiros. Esse convite às cervejarias Landel e Ogre Beer é mais uma ação nesse sentido, porque une e fortalece a comunidade cervejeira”, conta Karina Pugliesi, gerente da marca Eisenbahn.
“Apostamos nessa parceria com essas duas cervejarias porque compartilhamos de seus valores e admiramos suas trajetórias. Queremos que esse seja o primeiro convite e projeto de muitos, tanto com Ogre e Landel, quanto com outras incríveis cervejarias pelo Brasil afora. ”, finaliza Karina.
A anfitriã Eisenabahn estará presente com os estilos Pale Ale, Weizenbier e Dunkel, além da sua tradicional Pilsen. A reunião das três cervejarias acontecerá durante todos os dias do Mondial de La Biere, na São Paulo Expo.
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17 maio, 2018
Mondial de la Bière São Paulo 2018: Veja a lista de lançamentos
Começa hoje em São Paulo a primeira edição do Mondial de La Bière, veja abaixo alguns lançamentos.
MANIACS BREWING
- Maniacs Baltic Porter: notas de chocolate meio amargo e baunilha, o primeiro lançamento da linha Maniacs Rebellion é complexa e macia ao paladar. Foi maturada em carvalho americano envelhecidas em whisky bourbon.
- Maniacs Run, Sweetie: uma Strong Dark Ale com adição de melado de cana e baunilha de Madagascar.
- Maniacs Moscow: notas de café, madeira e baunilha. Maturação em carvalho americano.
DOGMA
- Morning Gringo: Russion Imperial Stout com maple e café
ANTUÉRPIA
- Kremlin Reserva Amburana: Imperial Stout Wood Aged
AVÓS
- Good Morning Granny: Lançamento colaborativo com a Jacks Abby Craft Lagers
SYNERGY
- Half Blind: Sour com pêssego. Colaborativa com a cervejaria Narcose.
BLONDINE
- Pizo Czech: Bohemian Pilsner
BRAGANTINA
- Chocolatti Robust Porter: notas de pão de mel, chocolate e canela.
CARAVAN
- Ultra Violeta: Sour ale com mirtilo, framboesa, amora, uva, açaí e beterraba, Colaborativa com Heroica e Mad Dwarf.
COLORADO
- Hainu: porter
- Gabiru: IPA com gariroba e dry hopping de lúpulo Loral
- Summer Ale: Summer ale com goiaba
- Spixi: Barley wine com castanhas baru e licuri, chips de três tostas diferentes de caravalho francês embebidos em cachaça brasileira
- Pingado: Oatmeal stout com café envelhecido em barril de carvalho e lactose
CUESTA
- Red Flanders: Colaboração com cervejaria carioca Thristy Hawks, envelhecida em barris de vinho Bordeaux
- Barley Wine: Colaborativa com a cervejaria 5 Elementos de Fortaleza, envelhecida em barril de bourbon
BLACK PRINCESS
- Let's Hop: English IPA com 5,5% de álcool
- Doctor Weiss: Kristall Weizen com 5,2% de álcool
- Miss Blonde: Blonde Ale com 5,2% de álcool.
- Back to the Red: Red Lager com 5,5% de álcool.
DÁDIVA
- Dark Forest: Russian imperial stout
- It's a Bomb: Sour
DOKTOR BRAU
- Psicose Espacial: NE IPA com graviola, colaborativa com Cervejaria Satélite, une receitas da New England Endorphina (Doktor Brau) e da CryoSat (Satélite).
GUERRILHA
- Imperial Brown Porter: Maturada em carvalho, tem 7,8% de álcool, notas de caramelo e leve tostado.
HATOR
- Hop Sour Mango: Derivada da New Oasis, uma New England session IPA com adição de manga na maturação
HETTWER BIER
- Hettwer Barley Wine: Com 10% de álcool e maturada em carvalho.
- New England IPA: Notas de maracujá, pêssego e frutas amarelas.
JOPS
- Ribeer: American IPA
JÚPITER
- Flamingo: New England IPA com framboesa
- Macchiato: Porter com café e lactose
- Nébula: New England IPA
KREMER
- Kremer IPA
KRUG
- Ignorância: American double IPA com 10% de álcool, feita com seis lúpulos diferentes e dry hopping da Centennial, Ella, Motueka e Citra.
LEUVEN
- Endless Sour: com pitanga e tangerina
LOS COMPADRES
- Mr. Binho: Double IPA com rapadura
PAULISTÂNIA
- Viaduto do Chá: Hop lager com 5% de álcool, leva erva mate na receita
PRIMATA
- Irish Red Ale
SERVIÇO
Mondial de la Bière São Paulo 2018
Data: 17 a 20 de mai
Local: São Paulo Expo – Pavilhão 8 + área externa (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo/SP)
Horário: Quinta (17) e sexta (18) das 17h à 1h; sábado (19) das 14h à 1h e domingo (20) das 14h às 20h.
Ingressos: Entrada Cervejeiro Solidário – R$ 66,00 + 1 kg de alimento; Meia entrada por lei – R$ 60,00
Passaportes (pacote de ingressos para os 4 dias): Entrada Cervejeiro Solidário – R$ 200,00 + 4kg de alimento (entregar 1 kg por dia); Meia entrada legal – R$ 180,00
Site: www.mondialdelabieresp.com.br
08 maio, 2018
Entrevista: Koala San Brew
Existem algumas cervejarias que você olha a proposta e já percebe algo de diferente, seja na atitude, no comportamento e na própria cerveja. Esses elementos podem até ser forjados e trabalhados no "cool" por algum tempo, mas em algum momento tudo isso desaba se não for verdadeiro.
A Koala San Brew, cervejaria de Minas Gerais, foi um dos casos que mesmo antes de experimentar a cerveja, eu já sentia algo interessante e real neles! Em alguns instantes e poucos goles eu percebi que o "lifestyle" da Koala estava totalmente inserido também na cerveja! Estava ótima! Qual foi? A Koala Livin' The Dream (Juicy IPA)!
Gustavo - Faz muito tempo que essa vontade surgiu, mas não tinha a intenção de ser profissional. Nessa época eu era músico e queria fazer cerveja em casa, sem interesse em vender para ter liberdade de experimentar. Fiquei assim por muitos anos.
All Beers - Como surgiu o nome Koala San Brew?
Gustavo - Surgiu de um apelido meu que é Koala. Um amigo meu, que é mais velho sempre me chamava "koalinha"e foi ai que ele começou a me chamar pelo diminutivo japonês "San", assim pegou o Koala San. Quando surgiu a cervejaria, o nome foi fácil
Gustavo (no meio da foto) produzindo cerveja com os amigos da
OMF Brewing em Denver - EUA
OMF Brewing em Denver - EUA
Gustavo - Temos uma micro fábrica que fica no bairro Jardim Canadá - distrito de Nova Lima e que faz divisa com Brumadinho. Estamos na BR040, sentido Rio de Janeiro.
Temos uma fábrica com estrutura aproximada de 6 mil litros mês, cozinha bem pequena. Temos o Taproom para receber as pessoas, organizamos lançamentos e hoppy hours.
Na parte do fundo, temos uma área aberta e pequena no esquema DIY (do it yourself), uma pista de skate que a própria galera do skate construiu.
All Beers - Como surgiu a festa Gratitude?
Gustavo - História bem interessante e longa! Escrevi uma artigo para Beer Advocate e New Brewer sobre o assunto.
Resumindo ao máximo, começou com uma cerveja colaborativa produzida no Colorado - EUA, mas não foi uma nova receita como geralmente acontece com as colaborativas. Pegamos uma cerveja nossa de linha, a Bad Motorfinger e produzimos lá.
Quando eu voltei para o Brasil, consegui viabilizar junto com um festival, a vinda do cervejeiro da Our Mutual Friend (OMF) de Denver, para o Brasil e assim produzimos a Proletariat.
Na data de lançar a cerveja, estavam coincidindo a mesma data nos dois locais, e assim fizemos o Gratitude nos dois países.
Gustavo - Crescer gradativamente de uma forma orgânica, sempre visando qualidade, produtos experimentais, trazendo sempre algo novo e interessante. Cada vez mais estamos atuando no mercado norte-americano, fomos recentemente pra lá e participamos de três festivais com nossas cervejas. Pretendemos produzir algumas cervejas fora do país também.
Alguns rótulos lançados comercialmente pela Koala San Brew
Últimos lançamentos da Koala San Brew:
Mess of Wires (Coffee IPA), Plush (uma Double IPA colaborativa com a Dogma), Now or Never (Double IPA), Nuclear Fusion (Double IPA), 2''Tape (NE IPA) , Juicy Call (NE IPA colaborativa com Hocus Pocus, TRILHA e 5Elementos), entre outras.
Serviço
Não deixe de visitar a Koala San Brew:
Rua Niágara, 339, Jardim Canadá
Nova Lima - MG
03 maio, 2018
Mondial de la Bière São Paulo: Conheça as 66 cervejarias participantes e toda programação!
Sim, o Mondial de la Bière São Paulo está chegando e o All Beers estará lá! O evento acontece entre os dias 17 e 20 de maio, com 66 cervejarias – 30 delas paulistanas, que vão ocupar 6.000 m² de área do São Paulo Expo, levando ao público mais de 500 rótulos, entre lançamentos e exclusividades.
Vamos ao que interessa, a lista de cervejarias e expositores confirmados:
Allegra
Antuérpia
Avós
Babel
Backer
Baden Baden
Bier wein
Black Princess
Blondine
Bragantina
Brooklyn
Brugse Zot
Caravan
Campinas
Cervejaria Anthony Martins
Cervejaria Aurum Drinks (Bebop e Golden Queen Bee)
Cervejaria Bosteels (Deus, Karmeliet e Kwak)
Cervejaria Lupulus
Cervejaria Província
Cervejaria Val-Dieu
Cigana
Colorado
CozaLinda
Cuesta
Dádiva
De Halvemaan
Demokrata
Dogma
Doktor Brau
Eisehbahn
Erdinger
Goose Island
Guarubier
Guerrilha
Hator
Hausen Bier
Hettwer
Jops
Júpiter
Kremer
Krug
Landel
Leuven
Lohn
Los Compadres
Madalena
Mafiosa
Maniacs
Morada
Octopus
Paulaner
Primata
Satélite
StartUp
Straffe Hendrik
Suméria
Synergy
Tábuas
Trilha
Urbana
Van Honsebrouck
Castle Brewery
Viquim
Way Beer
Sistema de pagamento
O sistema de pagamento adotado para a feira é o Cashless da NETPDV, tecnologia que permite mais praticidade para os visitantes e expositores, otimizando o tempo na hora da compra de alimentos e bebidas. A recarga do cartão pode ser feita com dinheiro, cartão de débito ou crédito durante todo o festival, no balcão de recarga.
MBeer Contest Brazil
Concurso de degustação profissional de cerveja em que a avaliação é baseada nas qualidades intrínsecas da cerveja. Os juízes fazem as degustações às cegas, sem qualquer informação sobre o produto, identificando o estilo da cerveja através de uma análise sensorial.
Para analisar as competidoras e premiar os melhores rótulos, esta edição do concurso conta com um júri de peso. O peruano Diego Rodriguez, proprietário da Cervecería Barbarian, e o jornalista americano Tony Forder, do Ale Street News, representam o time de especialistas internacionais. Completam o júri os brasileiros Gabriel Di Martino, mestre cervejeiro da Arbor Brasil, Rafael Moschetta, da Weird Barrel Brewing Co., Pedro de Lucca, formado pela VLB-Berlin e sócio fundador da Ethos Ales & Lagers, e Bia Amorim, sommelière da Cervejaria Pratinha.
Ingressos
O ingresso “cervejeiro solidário” sai pelo preço especial de R$ 66 e 1 quilo de alimento não perecível e pode ser adquirido pelo site www.mondialdelabiere.com.br ou nos 18 pontos de venda distribuídos pela cidade – a lista se encontra no site. O valor inclui o copo Mondial, com duas marcações de degustação - 100 ml e 200 ml. Para quem quiser visitar os quatro dias do festival, há a opção dos passaportes promocionais (o da entrada cervejeiro solidário custa R$ 200 + 4 kg de alimentos não perecíveis, que devem ser entregues separadamente – um por dia).
O festival deve receber em torno de 20 mil visitantes e os alimentos doados serão distribuídos para 6 instituições da cidade: Tucca, Banco de Alimentos, Associação Prato Cheio, Anjos da Noite e Grupo SPA. Na edição de 2017, sediada no Rio de Janeiro, foram doadas 42 toneladas de alimentos.
Mondial de La Bière Rio from All Beers on Vimeo.
Atrações musicais
Palco da cerveja – Uma programação que vai do rock ao samba vai ocupar o palco do Mondial de la Bière São Paulo. No primeiro dia, as bandas Capitão Rob, O Bardo e o Banjo e D21 invadem o festival. No dia 18, o som fica a cargo de Animals eThe Cullents. No sábado 19, é a vez de Leo Uoya, Memora, Seu Roque, Banda Taiteln e Jackstone. Mouse Beer, Zen Serrano e Pepper Spray fecham a programação no domingo.
SERVIÇO
Mondial de la Bière São Paulo
Data: 17 a 20 de maio 2018
Local: São Paulo Expo – Pavilhão 8 + área externa (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo/SP)
Horário: Quinta (17) e sexta (18) das 17h à 1h; sábado (19) das 14h à 1h e domingo (20) das 14h às 20h.
Ingressos: Entrada Cervejeiro Solidário – R$ 66,00 + 1 kg de alimento não perecível; Meia entrada por lei – R$ 60,00
Passaportes (pacote de ingressos para os 4 dias): Entrada Cervejeiro Solidário – R$ 200,00 + 4 kg de alimento não perecível (levar um por dia); Meia entrada legal – R$ 180,00
Site: www.mondialdelabiere.com.br
02 maio, 2018
Entrevista com Steve Grossman - embaixador da Sierra Nevada Brewery
A convite da Interfood importadora, o All Beers passou um dia inteiro na companhia de Steve Grossman, embaixador e irmão de Ken Grossman, proprietário da cervejaria Sierra Nevada.
Meu primeiro contato com Steve foi 2013, durante uma comitiva norte-americana da Brewers Association no país. Agora, completando três anos de importação, Steve volta para acompanhar o desempenho da marca Sierra Nevada em um país que segundo ele já tem uma cena cervejeira, com ótimos rótulos e muitas opções.
Logo quando cheguei, Steve já veio na minha direção lembrando de 2013 e falando em alto e bom som: "Que diferença de 2013 pra cá, agora sim vocês podem bater no peito e falar da cena cervejeira brasileira!". E foi nesse tom empolgado que começamos o almoço no Empório Alto dos Pinheiros, acompanhados por Teles Hortêncio e Michelle Rosas, da Interfood.
Uma dica: Você já leu o livro Beyond the Pale: The Story of Sierra Nevada Brewing Co? Publicação incrível sobre a história da cervejaria!
Depois do almoço realizamos uma degustação feita com rótulos trazidos na mala de Steve, foram três: Sierra Nevada BFD, Sidecar IPA e Hazy Little Thing IPA.
Sierra Nevada Hazy Little Thing IPA:
Com 6,7% de teor alcoólico, essa é a NE IPA da Sierra Nevada. Veja a
opinião de Steve na entrevista no final do post sobre a invasão do estilo New England IPA no mundo!
Frutas tropicais, turva, refrescante e amargor mediano que permanece no aftertaste. Sem esquecer da arte da lata que é linda!
Frutas tropicais, turva, refrescante e amargor mediano que permanece no aftertaste. Sem esquecer da arte da lata que é linda!
A laranja aqui está mais evidente do que a versão pale ale. Amargor moderado, mais equilibrada e refrescante.
Sierra Nevada BFD: uma blond ale com 4,8% de teor alcoólico. Refrescante, muito fácil de tomar e com amargor moderado. Bem equilibrada! Foi lançada recentemente nos Estados Unidos.
Os três exemplares da degustação estavam ótimos, vamos torcer para que cheguem em breve no Brasil!
Conversando com Steve durante o almoço, foram só elogios aos rótulos degustados no taproom da cervejaria TRILHA.
Degustação finalizada no EAP, partimos para a entrevista que você pode acompanhar na íntegra logo abaixo.
Na parte da noite, um evento aconteceu para imprensa e parceiros com o lançamento da Sierra Nevada Tropical Torpedo.
24 abril, 2018
Central de Lançamentos: Abril 2018
Os lançamentos de abril em um único post! É o All Beers tentando cada vez mais facilitar a vida do seus leitores!
- Caravan Nude Hype - NE IPA (base)
- Caravan Coffee Hype - Com café envelhecido em Barril de Bourbon.
- Caravan Latte Hype - Com café envelhecido em Barril de Bourbon e lactose.
- Shipyard Finder – New England IPA – 7% ABV
- Shipyard Steady – American Pale Ale – 5.1% ABV
- Shipyard Vanilla Porter – 5.4% ABV
- Shipyard Coffee Porter – 4.5% ABV
A cervejaria RUIZ (Piracicaba - SP), lança 3 novos rótulos: RUIZ Sesh IPA, uma Session IPA com dry hopping do lúpulo Simcoe, a RUIZ Centennial IPA, uma clássica American IPA e a German Pils batizada de RUIZ 019 Pils.
O All Beers acompanhou a colheita de 2018 do lúpulo Mantiqueira, veja como foi:
Dogma Citra Mango - IPA - 6,4% ABV
Dogma/Koala San Brew Plush - Double IPA - 7,9% ABV
2Cabeças Papo Cabeça - Uma Strong Golden Ale com 8.2% ABV
Octopus Locomotive Brett - Brett IPA
Cervejaria Nacional/Júpiter Flamingo - NE IPA com Framboesa - 6,2% ABV
- Caatinga Rocks Pura Vida Surf Ale - Summer Ale - 4,5% ABV
- Caatinga Rocks English Serelepe Brasileira - English Ale - 5,5% ABV
- Caatinga Rocks Cangaço's Kingdom - Double IPA - 8,5% ABV
- Caatinga Rocks Zumbi Republic - Imperial Tropical Stout - 7,5% ABV
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18 abril, 2018
Desvendamos a cervejaria Cozalinda
Foi em 2017 que ouvi falar pela primeira vez da cervejaria Cozalinda, de Floripa (SC), mas como suas cervejas não chegavam em São Paulo, ficava apenas na curiosidade e acompanhando todo movimento pela internet. Dias depois, conversando com o amigo Waldemar Stocco, de Campinas (SP), ele comentou que a distribuidora Data Bier queria participar da festa do All Beers (All Beers Sessions) e mandar um barril de chope da Cozalinda, cervejaria que segundo ele estava se destacando muito em Santa Catarina. Topei na hora e confiei, mesmo sem ter experimentado a cerveja.
Sim, tivemos a Cozalinda Curió no All Beers Sessions 2018 e queremos muito contar novamente com eles na festa de 2019, vamos torcer!
Mas foi em março que a Cozalinda decolou, e foi um dos grandes destaques do Festival Brasileiro da Cerveja 2018, em Blumenau.
Cozalinda comemorando as quatro medalhas que conquistou em Blumenau!
Agora a cervejaria começa a planejar melhor sua produção para ampliar a distribuição e conquistar novos territórios. Dois rótulos premiados em Blumenau chegam nos próximos dias em São Paulo, em lotes limitados, via distribuidora Data Bier, são eles: Cozalinda Praia do Meio e Cozalinda Pedras do Itaguaçu.
Cozalinda Praia do Meio: Ouro no Brasileiro na categoria Mixed Culture Brett Beer. Uma ale refermentada em barril de carvalho francês (sem influência da cerveja anterior) e primando por uma cerveja que as bretta e as bactérias criem uma acidez balanceada e rica, com funk e um cítrico refrescante. Em segundo plano, notas da madeira, somente para dar complexidade à cerveja.
Carbonatação de leve a média, refermentada na garrafa, e com potencial de guarda.
All Beers - Como surgiu o nome Cozalinda e quando você resolveu criar a cervejaria?
Diego Simão - Cozalinda, para os manezinhos, é aquela expressão que a gente usa quando acontece algo bom. Exemplo: “Figueirense ganha do Corinthians na inauguração da Arena”. Foi algo muito bom jogar água no chope do pessoal. Então a gente queria que, quando a pessoa tomasse nossas cervejas, sentisse algo muito bom, uma felicidade, ou seja, Cozalinda!
All Beers - Qual é o DNA da Cozalinda?
Diego Simão - DNA manezinho, né quiridu! Tudo que a gente faz é buscar conectar nossas cervejas com Floripa. Traduzir o “gostinho de Floripa” em forma líquida.
Sempre quando pensamos em nossas receitas, pensamos: “eu tomaria essa cerveja em Floripa?”. A ideia então é sempre ter cervejas mais refrescantes e que harmonizem com nosso estilo de vida. Pensar em cervejas que vamos tomar na beira da praia, ou comendo um peixe, ou um marisco, ou berbigão, ou com outros frutos dos mar. Mas a ideia é ter cervejas de um lado refrescantes, mas também complexas (ou poderia se falar magia?). Em suma, a gente quer fazer cervejas que se encaixem em Floripa. E pensando em usar, não somente isso como direção na elaboração de cada receita, mas buscando insumos, como leveduras locais, adjuntos locais e por ai vai.
All Beers - Vocês são ciganos, certo?
Diego Simão - Sim, atualmente na Lohn (em Lauro Muller), mas estamos de mudança em 2018 e queremos ter um espaço próprio até fim de 2019 (pode acontecer antes).
All Beers - Tem algum bar ou tasting room?
Diego Simão - Sim, o Coza Bar, na parte continental de Floripa.
Um dos rótulos que chega em São Paulo em lote limitado
All Beers - As sour chegaram com tudo no Brasil, inclusive com a criação da Catharina Sour. Qual a sua opinião sobre o estilo brasileiro?
Diego Simão - Por estar em Floripa (que para mim indubitavelmente é a Capital Nacional da Cerveja Sour), acompanhei de perto o florescimento da Catharina Sour. E, é muito estranho ver toda essa polêmica. Obviamente não é uma Berliner, afinal, o estilo não admite fruta. É uma cerveja que usa (99% das vezes) a técnica de kettle sour e possui um perfil reconhecido pelo público, com uma acidez láctica (não se permitindo no perfil outros ácidos) que é balanceada com a adição de fruta. Tem N fatores que são respeitados por quem usa a nomeclatura. Uma combinação refrescante que é a porta de entrada perfeita para estilos mais complexos, como os que a gente executa. E pra gente isso é importantíssimo.
Agora... Se é, se vai ser, estilo ou não, não sabemos. O que sabemos que ela já desempenhou/desempenha o papel histórico de ser a cerveja que abriu, de forma massiva, as portas para o mundo das ácidas para uma grande quantidade de gente. Já houve outras ácidas. Outras kettle sours com frutas. Mas em nenhum momento, se viu esse coletivo coordenado, com cervejas que obedecem uma norma geral. E fez acontecer. Está sendo significativo. A história é pra quem coloca sua marca de forma de mudar o curso das coisas, a Catharina Sour está fazendo isso.
All Beers - Vocês estão chegando no sudeste agora. Foram uma das grandes atrações de Blumenau! O que podemos esperar da Cozalinda em 2018? Mais festivais e rótulos pela frente? Pretendem chegar em outros estados?
Diego Simão - Negu! Ainda não caiu a ficha com tamanho carinho que a gente tem recebido. Foi surreal, pra gente que é uma marca minúscula, ter tido todo aquele fuzuê no stand em Blumenau e tudo isso continuar, a gente estando aqui no All Beers! É louco!
Bom, além de SP, estamos indo para MG, DF, RS e talvez até CE. Só não estamos indo para mais estados pois, infelizmente, nossa produção é limitadíssima. Mas esperamos, ir paulatinamente, chegando mais longe.
Da Cozalinda vocês podem esperar mais rótulos, com certeza. Vão ser três frentes:
Frutas: Vamos repetir a Macacada (Wild Ale) e vamos produzir mais wilds com fruta. Fruit lambic, fruit sour e por ai vai.
Nosso projeto de sours em madeiras brasileiras vai ser aprimorado e ampliado. Sendo de forma colaborativa ou de forma solo.
E, estamos estudando no Flanders também. Já é um projeto antigo, que com desenvolvimento de técnicas próprias, devem culminar no que desejamos.
Quanto a Festivais já vamos participar do Mondial ai em São Paulo e estamos negociando mais um Festival também em São Paulo até o fim do ano. Tudo, claro, depende de nossa habilidade de ampliar nosso volume, o que para gente, que é minúsculo, é um pouco mais demorado e precisa de mais planejamento. Mas crescendo devagar, a gente vai também com segurança do produto que vamos entregando. Produzir cervejas, para gente, sempre é um jogo de paciência. Mas é muito prazeiroso.
Siga o instagram da Cozalinda: @cozalindafloripa
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Diego Simão
17 abril, 2018
Brasserie Atrium: casal brasileiro abrirá cervejaria na Bélgica
A história da Brasserie Atrium deve começar oficialmente no segundo semestre de 2018, mas foi em 2016 que o casal Paula Yunes (sim, ela mesmo, do reality show Cervejantes) e Valéry De Breucker resolveram se mudar para Bélgica e começar um grande história cervejeira.
Foi exatamente sobre isso que resolvemos conversar com eles, para entender melhor como começou a ideia de abrir uma cervejaria na Bélgica.
All Beers - Vocês estão morando na Bélgica, como tiveram essa ideia e como foi a adaptação?
Paula Yunes - Em 2015 viemos como turistas para Bélgica, paramos para visitar a Fantôme e o Val se deu muito bem com o Dany Prignon. Depois, no fim do ano ele recebeu o convite de vir para a Bélgica e brassar lá com ele. Com essa ideia em mente, descobrimos o curso de Gestão e Produção em micro cervejaria com duração de 2 anos que ficamos interessados. Então em 2016 o Val se mudou primeiro e depois de alguns meses eu vim também.
No início a adaptação não foi tão fácil pra mim pois eu não falava francês, não conhecia ninguém na cidade que falasse inglês, o Val estava sempre trabalhando e a família dele mora longe. Enfim, aquela adaptação básica com outra cultura.
Quando o curso começou, tínhamos aula de direito (direito pra mim em português sempre foi um pesadelo, imagine o direito belga e em francês! rs) o que era bem difícil. Mas rapidamente tudo melhorou, o francês foi evoluindo, comecei a trabalhar como voluntária e conheci várias pessoas da cidade. Depois peguei alguns trabalhos como caixa, hostess, e assim o meu francês foi se desenvolvendo. Estamos numa cidade pequena mas bem agitada e hoje eu amo muito morar aqui!
::As imagens utilizadas no canal "Beer People" produzido pelo casal, foram feitas nesta viagem em 2015 que Paula citou acima. Foi também nessa época que Paula Yunes virou colaboradora/colunista do All Beers.
All Beers - Vocês trabalham em uma cervejaria (ou trabalhavam), como foi essa experiência?
Paula Yunes - O Val trabalhou como cervejeiro na Fantôme e hoje trabalha como cervejeiro na Brasserie du Clocher. Eu trabalhei por 8 meses numa cervejaria chamada Brasserie Les Fleurs du Malt atuando na produção. Foi muito interessante como experiência. No início meu chefe me ensinou muito, mas infelizmente depois de 2 meses ele faleceu de um infarte fulminante. O que foi um baque. A cervejaria ficou parada por algumas semanas e quando voltou eu acabei ficando bem sozinha cuidando da produção. Até que em dezembro decidi sair de lá pra poder me dedicar totalmente ao nosso projeto, pois desse lado as coisas estavam começando a andar mais rápido.
Além disso, no começo de 2017, comecei a atuar aqui como sommelier fazendo basicamente degustações e cartas de cerveja.
Nós também fazemos parte de um grupo de brassagens em eventos, nas casas das pessoas que nos convidam.
Valéry De Breucker e Paula Yunes na frente da futura cervejaria Atrium
All Beers - Sobre a nova cervejaria, quais os planos, localização e inauguração? Paula Yunes - Desde que a gente está junto, fizemos muitos planos cervejeiros. Um deles, o de ter um dia uma micro ou nano cervejaria. Quando nos mudamos pra cá, o objetivo era fazer o curso em dois anos, voltar e abrir uma cervejaria no Brasil. Porém, como fomos desenvolvendo um plano de negócios, um dia decidimos fazer uma reunião com a agência de desenvolvimento local para ver o que iam dizer. E lá elas adoraram a ideia e já sugeriram 3 endereços relativamente grandes no centro da cidade que elas achavam que estariam disponíveis.
Quando visitamos um deles (um espaço de 300 metros quadrados onde antigamente foi uma padaria) nós gostamos muito e descobrimos que o proprietário do local sempre imaginou uma cervejaria lá. Depois quando conversamos com o prefeito, também soubemos que ele já quis ter uma cervejaria exatamente lá!
Outra coincidência: esse lugar fica na mesma rua onde moramos (Rue des Brasseurs que significa Rua dos cervejeiros) e fica no centro histórico da cidade.
Tudo foi fluindo nesse sentido e hoje já faz 2 anos desde que começamos a pensar nisso, e faz mais de um ano que apresentamos o plano de negócio pela primeira vez. Depois disso, trabalhamos por vários meses no plano financeiro com bastante pesquisa, com o apoio da câmara de comércio local e a ajuda de um tio do Val que é auditor. Hoje estamos trabalhando para que as reformas comecem em breve, pois o material virá da Croácia em agosto. Se tudo correr bem, esperamos inaugurar no final deste ano.
All Beers - O que significa o nome Atrium e como será o perfil e estrutura da cervejaria?
Paula Yunes - Buscamos uma palavra em latim por ser a raiz do francês e do português e que representasse o conceito que imaginamos. O conceito é de um lugar que funcione como um portal, um endereço onde você entre e possa viajar nas cervejas, nas suas histórias e nas suas receitas. Onde possa também aprender a respeito. Então em um brainstorming com um casal de amigos surgiu a palavra atrium por significar átrio, hall de entrada.
Aqui em Marche-en-Famenne, estamos a 15 minutos da Fantôme (cervejaria que exporta 95% da sua produção e não está presente na região) e fora ela, não tem outras cervejarias artesanais.
Marche-en-Famenne é uma cidade pequena (especialmente para padrões brasileiros) de 17 mil habitantes, mas que é um polo comercial e atinge mais de 100 mil pessoas a menos de 15 minutos de carro. Então regionalmente queremos funcionar como uma entrada para o mundo cervejeiro artesanal.
Marche-en-Famenne - Bélgica
No prédio teremos ao fundo a cervejaria e na parte da frente um pequeno tap room com 6 torneiras. Além de degustações e eventos no local, queremos também oferecer cursos de produção caseira, de introdução ao sommelier, harmonização, e etc.
Ou seja, queremos realmente desenvolver a cultura cervejeira artesanal nesta região, como conhecemos e amamos. Seremos uma cervejaria local com toques de cosmopolitismos através das receitas e ingredientes.
Por isso, como influência para a criação das receitas estamos bem livres, iremos fazer coisas bem variadas, com muitas influências do mundo todo e claro, muitos toques brasileiros!
Por exemplo, nós não teremos cozinha industrial, só vamos servir pranchas de aperitivos, especialmente queijos artesanais e charcutaria regional, mas além disso teremos a influência brasileira através de coxinha! Nada melhor, né?
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