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14 junho, 2012

Novidades sobre o curso de Mestre em Estilos


Um dos posts mais vistos durante a semana foi a criação do Instituto da Cerveja Brasil e do seu primeiro curso, Mestre em Estilos de Cerveja. Não viu o post? Clique aqui.
 
Conversei com o Estacio Rodrigues, um dos organizadores do curso e algumas novidades foram divulgadas como o valor e também cervejas exclusivas no Brasil para degustação durante o curso.

Sobre o valor, o curso total será  de R$ 1.990, podendo parcelar em 2x. Lembrando que o curso começa no dia 25 de junho e termina no dia 10 de setembro.



Sobre os cervejas, foram escolhidos alguns rótulos não disponíveis no mercado brasileiro para degustação dos alunos e segue a lista abaixo:

- Sierra Nevada Pale Ale
- Firestone Black Rye IPA
- Nebraska Melange a Trois
- Hoppin' Frog Boris Imperial Oatmeal Stout
- Cascade Brewing Sang Noir
- Cisco Brewing Monomy Kriek
- Schönramer Pils

06 junho, 2012

Instituto da Cerveja Brasil - Curso de Mestre em Estilos para quem já é Sommelier de Cerveja

 

Depois do 1º curso de formação de Sommelier de Cervejas no Brasil, chancelado pela Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP) e co-chancelado pela Associação Internacional de Sommeliers (ASI), uma nova marca de ensino cervejeiro é criado no Brasil: O Instituto da Cerveja Brasil que é associado ao Brewers Association.

A organização do curso é a mesma da ABS-SP: Kathia Zanatta, Alfredo Ferreira e Estacio Rodrigues.

O Instituto da Cerveja é a primeira escola cervejeira do Brasil com foco pioneiro no Sommelier de Cervejas. Tem como  objetivo ampliar o horizonte do profissional trazendo diversos cursos, inclusive de especialização.

O primeiro curso será de Especialização em Estilos de Cerveja conferindo o título de “Mestre em Estilos de Cervejas”. Este curso foi elaborado pensando no Sommelier de Cervejas, que procura a constante atualização e aprofundamento técnico e teórico. Será uma grande imersão sobre os mais diversos estilos cervejeiros, desenvolvendo habilidades técnicas, sensoriais e prática.

Local e duração:

O curso será ministrado na Cervejaria Nacional, que passa a ser um importante parceiro do Instituto da Cerveja. Com duração de 3 meses, divididos em doze aulas que ocorrerão sempre às segundas-feiras, à noite, das 19 às 23 horas, iniciando no dia 25 de Junho de 2012.

Nessa primeira etapa, somente 40 Sommeliers de Cervejas, formados pela ABS-SP participarão deste curso.

Para mais informações, entrar em contato com o Estácio, através do email estacio.rodrigues@institutodacerveja.com.br ou pelo telefone (11) 8225 9814.
Valores ainda não foram divulgados.

31 agosto, 2011

Brasileiros querem conhecer mais da milenar cerveja



Aumenta a busca do consumidor por produtos e informação de qualidade no mercado cervejeiro; vendas de cervejas especiais crescem 24% em dois anos

A História comprova que o homem é apreciador da cerveja desde a Antiguidade. Cerca de seis mil anos atrás, a produção já era relativamente variada entre sumérios, egípcios e babilônios. Depois de tantos séculos, a bebida ganhou o mundo, adaptou-se às mais variadas culturas e se sofisticou. O Brasil tem contato com a cerveja desde o período imperial. Com a abertura dos portos, promovida em 1808 por Dom João VI, os navios britânicos passaram a abastecer o país com o produto. Muitos anos depois, a indústria desenvolveu-se graças às técnicas trazidas por imigrantes europeus. Na última década, contudo, o país parece viver uma nova experiência de abertura, desta vez proporcionada pelo desenvolvimento econômico. Elevadas taxas de crescimento do emprego e da renda, somadas à valorização do real ante o dólar, criaram condições ideais para que marcas se multiplicassem no país, cervejarias artesanais ganhassem espaço e importações subissem.

Com mais opções e dinheiro no bolso, o brasileiro passou a investir na busca por conhecimento e informação sobre cervejas de melhor qualidade. Dados da consultoria Nielsen apontam que foram consumidos no ano passado 105 milhões de litros de cerveja da categoria super premium – que custam cerca de 50% a mais que a média de preço da categoria. O volume representou uma elevação de 24% ante 2008, sendo que o consumo da cerveja comum teve avanço de 16% em igual período. A diferença de ritmo explica-se pelo fenômeno da migração. “Cada vez mais pessoas migram das cervejas mais comuns e buscam as especiais”, disse Cilene Saorin, sommelier de cervejas. “O prazer está em degustar com informação”, emendou.

Paulatinamente aumenta a procura por escolhas mais refinadas, com preços que podem variar de pouco mais de 10 reais a até 700 reais. A cerveja especial vive um momento tão bom no país que outros negócios correlacionados proliferam. O empresário Marcelo Ponci, por exemplo, lançou em 2009 a loja virtual Cerveja Gourmet, dedicada ao produto, e rapidamente prosperou. Hoje, a companhia conta com showroom, fiel clientela e uma agenda cheia de eventos corporativos para atender. “É crescente o número de pedidos para montar degustações e harmonizações com comidas. O mercado está muito dinâmico, longe de estar consolidado”, conta Ponci, que trabalha com mais de 300 rótulos no momento.

Outro fenômeno ligado a este processo de sofisticação do mercado é o recente aparecimento de cursos de especialização em cerveja e no varejo deste tipo de produto. O Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (CTS) da unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Vassouras, no estado do Rio de Janeiro, pretende começar em breve o primeiro curso de pós-graduação em mestre cervejeiro. Já em São Paulo, a Escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) ministra, desde o ano passado, o curso de Formação de Sommeliers de Cervejas, em parceria com a Doemens Academy – escola de formação de mestres cervejeiros, com sede em Munique, na Alemanha. São 100 horas-aulas para uma turma de, no máximo, 40 pessoas, com custo em torno de 1.600 reais. A próxima turma será aberta na unidade de São José dos Campos, no interior paulista.

Sem rivalidade

Até mesmo a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), antes dedicada exclusivamente aos vinhos, oferece formação de sommelier de cerveja. Cerca de 200 profissionais graduaram-se na seção paulista da entidade desde agosto do ano passado, quando o curso passou a ser oferecido. Apesar de as comparações serem inevitáveis, os especialistas recusam-se a entrar no campo da rivalidade. “Há espaço para todos. A ABS, por exemplo, por mais que continue bastante associada ao vinho, promove degustações muito interessantes de outros produtos, como cerveja, uísque e café”, contou Estacio Rodrigues, coordenador do curso de cervejas da ABS.


Rodrigo Martins (Restaurante Vino!)

Começamos com as cervejas no início do ano e descobrimos um faturamento extra”, conta Rodrigo Martins (foto acima), um dos sócios do Vino!, misto de loja e restaurante localizado em São Paulo. Desde sua abertura, em 2007, a casa apresentava somente vinhos – cerca de 750 rótulos. Agora, há uma prateleira repleta de cervejas, com mais de 50 rótulos. “Algumas mesas antes só consumiam uma garrafa de vinho. Agora, vemos que também pedem três, quatro garrafas de cerveja”, comemora. O empresário conta que os vinhos tintos não perderam espaço. A cerveja tomou o lugar que o vinho branco e os espumantes nunca chegaram a ocupar, por uma questão de hábito da população.

No ano passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a compra anual per capita de cerveja subiu 23% no período 2008-2009 em relação ao biênio 2002-2003. De acordo com o órgão, cada cidadão consumiu, em média, 5,6 litros de cerveja por ano, um litro a mais que no período anterior de comparação. Curiosamente, a mesma pesquisa mostrou que o popularíssimo prato de arroz e feijão teve queda na demanda. As quantidades consumidas destes grãos recuaram, respectivamente, 40,5% e 26,4% no mesmo período. A simples comparação pode não revelar muita coisa, mas oferece um sinal: de que o brasileiro gosta mesmo daquilo que é bom e sofisticado.

Texto: Veja Economia
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