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14 setembro, 2016

Kirin e Brooklyn juntas em 2017 no Japão, já no Brasil...


Amanhecemos hoje com uma avalanche de notícias dos meios de comunicação japoneses e brasileiros sobre um acordo de produção e distribuição da cervejaria norte-americana Brooklyn pelo grupo japonês Kirin, tanto no Japão como no Brasil.
No Japão, a Brooklyn é representada pela Nippon Beer e no Brasil pela BeerManiacs.

Apurando os fatos, o All Beers chegou até o proprietário da BeerManiacs, Iron Mendes, que nos adiantou o seguinte:
"Sobre o Japão, a Brooklyn tem conversado com a Kirin sobre 2017 e não tenho informações sobre isso. No Brasil, estamos verificado alternativas para crescer e temos conversado com vários players, porém não há nenhum acordo firmado até o momento."

Embora alguns canais tenham dado já como certa essa parceria no Japão, no Brasil parece que tudo continua da mesma maneira, pelo menos até o momento. Novidades em breve.

01 março, 2012

Lucro da cervejaria Asahi sobe em 2011 e Kirin cai

As duas maiores cervejarias do Japão tiveram resultados bem diferentes em seus balanços. A Asahi teve lucro líquido de 55,09 bilhões (US$ 709 milhões) de ienes no ano, uma alta de 3,8% de 2010. Já a Kirin informou que seu lucro líquido em 2011 caiu 35%, para 7,41 bilhões de ienes, de 11,39 bilhões de ienes no ano anterior.

A Asahi registrou crescimento em seu lucro pelo 11º ano consecutivo. A empresa superou problemas como as condições ruins de negócios no Japão cortando custos e apoiando-se em suas operações no exterior. Além de cortar gastos em promoções, a Asahi vendeu sua fatia na sul-coreana Haitai Beverage, que dava prejuízo, ajudando a melhorar seus resultados no exterior.

A suspensão temporária de várias cervejarias após o tsunami e o terremoto de 11 de março, bem como a queda nas vendas no período após o desastre, enfraqueceu a demanda no setor em 2011.

A Kirin, segunda maior cervejaria japonesa, foi prejudicada pela baixa demanda doméstica, entre outros fatores. A companhia, que no ano passado comprou ações da Schincariol, informou que suas vendas recuaram 4,9% em 2011, para 2,071 trilhões de ienes, de 2,178 trilhões de ienes um ano antes.

A Sapporo (quarta maior cervejaria do Japão), informou que suas vendas subiram 17% em 2011, para 454,10 bilhões de ienes, de 389,24 bilhões de ienes, após uma fusão com a companhia não listada de refrigerantes Pokka Corp.

Fonte: Diário ABC

08 novembro, 2011

"Nossa cerveja continuará com a mesma qualidade", afirma Eisenbahn

Como já é de conhecimento do mundo cervejeiro, a Schincariol foi comprada pela Kirin no mês de agosto.
Com isso, Eisenbahn, Baden Baden e Devassa também pertencem ao grupo Kirin agora. Pensando nisso e para evitar algumas especulações, a Eisenbahn publicou em seu twitter oficial uma mensagem sobre isso:

"Gostaríamos de informar aos nossos apreciadores que o processo continuará o mesmo na Eisenbahn, com a compra da Schincariol pela Kirin. Nossa cerveja continuará com a mesma qualidade que lhe é característica e constantemente confirmada por seus prêmios".

Recentemente a Eisenbahn ganhou três prêmios no World Beer Awards 2011 (Rauchbier, Weizen e Pale Ale)

05 agosto, 2011

Justiça suspende parcialmente venda da Schincariol

A Justiça acatou o pedido dos irmãos José Augusto, Gilberto e Daniela Schincariol e suspendeu parcialmente o negócio fechado entre a cervejaria brasileira e a japonesa Kirin. O processo foi aberto depois que os herdeiros, com 49,55% de participação na companhia, alegaram que não foi dado a eles o direito preferencial de compra do restante da companhia.

De acordo com nota divulgada pelo grupo, nesta sexta-feira (5/08), a juíza Juliana Morais Bicudo, da 1ª. Vara Cível de Itu, cidade onde a cervejaria está sediada, acolheu o pedido de liminar, no qual os herdeiros minoritários pedem a suspenção integral do contrato de compra e venda entre cervejaria brasileira e a companhia japonesa.

Os acusados tem o prazo de cinco dias, a partir da data da intimação, para provar que o acordo feito com a Kirin está dentro da lei. Além disso, a cada descumprimento do estatuto social, eles terão que pagar multa de R$ 100.000.

De acordo com comunicado, a decisão também determina que seja oficiado à Junta Comercial do Estado de São Paulo para que se abandone de efetivar o arquivamento de qualquer ato societário tendo por fundamento o contrato celebrado em ou qualquer outro documento que tenha por objeto a alienação das ações de emissão da sociedade dos réus.

O estatuto social da Schincariol garante que, se qualquer acionista do grupo quiser vender suas ações, em primeiro lugar, deve oferecer seus papeis aos demais acionistas e estabelecer preço e condições, dando pelo menos 30 dias para o exercício desse direito de primeira oferta.

O processo corre em segredo de Justiça em razão dos documentos que deverão ser apresentados pelos réus.

Fonte: Exame.com

02 agosto, 2011

Japonesa Kirin compra controle da Schincariol por R$ 3,95 bi



O grupo japonês Kirin anunciou nesta segunda-feira a aquisição do controle da cervejaria brasileira Schincariol por R$ 3,95 bilhões. A operação encerrou três meses de especulações sobre a venda da vice-líder no mercado nacional de cerveja, com 11% de participação. A Kirin comprou a Aleadri-Schinni Participações e Representações, de Alexandre e Adriano Schincariol. A holding detém o controle do Grupo Schincariol, com 50,45% das ações. O restante do capital (49,5%) continua nas mãos dos primos Gilberto e José Augusto Schincariol, que desde o início se colocaram contra a venda da companhia.

Segundo o sócio de fusões e aquisições do Banco BTG Pactual, Marco Gonçalves, o acordo fechado prevê a permanência de Adriano Schincariol no comando da companhia no período de transição, não superior a um ano. Além disso, todos os demais membros da diretoria da empresa firmaram contrato para permanecer por mais três anos.

A Schincariol queria um parceiro que não viesse desagregar e que pudesse manter o DNA da família. Os japoneses, que não conhecem o mercado brasileiro, aceitaram imediatamente essa proposta. Foi um casamento perfeito, pois eles disseram que não viriam para o Brasil sem conhecer o mercado - disse ele, que assessorou a empresa brasileira, assim como o escritório Mattos Filho. Pelo lado da Kirin participaramTozzini Freire e Citi.

A companhia foi posta à venda há cinco meses pela família, e as conversas também envolveram a holandesa Heineken, a sul-africana SAB Miller e a inglesa Diageo. Entre os motivos colocados pelo mercado para a oferta, estavam desde a perda de participação no mercado até a briga entre os acionistas. Segundo Gonçalves, no entanto, havia divergência de interesses, mas não conflito:

A operação foi concluída porque a oferta era muito convidativa. Os irmãos pegaram a empresa com faturamento de R$ 1 bilhão em 2003 e deixam agora com faturamento de R$ 7 bilhões. Não é um descontentamento com a companhia e com o setor, apenas com a proposta e é hora de partir para um outro negócio.

O dinheiro já foi depositado nas contas dos irmãos Schincariol. O valor da transação ainda pode ser elevado, dependendo do desempenho da cervejaria brasileira neste ano. Segundo comunicado da Kirin, a compra será consolidada no terceiro trimestre do ano fiscal a se encerrar em dezembro de 2011.

Japonesa aposta no mercado brasileiro

A Kirin afirma ainda que a operação fortalece sua estratégia de internacionalização no segmento de bebidas, consolidando sua base no crescente mercado brasileiro. O grupo projeta um crescimento de mais de 10% dos segmentos de cerveja e refrigerantes no Brasil, impulsionados pelo incremento da população, da renda e do PIB do país. Citando dados da Euromonitor, a Kirin estima que o mercado brasileiro de cerveja movimente R$ 56,7 bilhões.

"Estamos convencidos das oportunidades que a Schincariol e o mercado brasileiro oferecem. Com nossa experiência no desenvolvimento de produtos e nossa expertise em tecnologia, pesquisa e marketing, pretendemos acelerar o crescimento do Grupo Schincariol e ampliar a presença de suas marcas. Como parte de sua estratégia de investimento, a Kirin considera ser muito importante preservar a cultura e valores corporativos" disse o diretor executivo da Kirin, Hirotake Kobayashi, por meio de nota.

A Kirin tem forte presença na Ásia (Japão, China, Taiwan, Vietnã, Tailândia, Cingapura e Filipinas) e na Oceania, mercados que pretende liderar até 2015. Em 2010 registrou vendas totais de cerca de US$ 28 bi.

Já o Grupo Schincariol é o segundo maior fabricante de cervejas do Brasil. Além da Nova Schin, seu portfólio é composto por marcas como Devassa Bem Loura, Glacial, Baden Baden e Eisenbahn, boa parte delas adquiridas desde 2007. Atua também no segmento de refrigerantes, sucos e água mineral (Schin e Skinka), onde é o terceiro player no ranking nacional.

Fonte: O Globo Economia
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