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17 fevereiro, 2012

Como a Duff pretende se dar bem no Brasil

A cerveja Duff chegou ao Brasil no final de 2011, mas já frequenta o imaginário dos fãs da série Os Simpsons desde que Homer abriu a primeira latinha. Por aqui, a cerveja tenta desviar da liderança da Ambev nas cervejas pilsen e mira o segmento premium e o público jovem.

Vender cerveja em um país festeiro e de clima tropical como o Brasil não é tão fácil como parece. A Ambev domina quase 70% do mercado pilsen. Devassa e Proibida – outras duas cervejas de nomes sugestivos – vem tentando crescer, assim como diversas cervejarias menores que também querem abocanhar uma fatia maior do mercado.

E não basta investir no premium para escapar. Um desafio para a Duff é que o Brasil vive um período de consolidação das cervejas especiais, segundo Eduardo Senise, gerente de Marketing do Grupo Ibmec. “Está difícil para o consumidor diferenciar uma da outra, reconhecer a de qualidade e a sem”, disse. A cerveja precisa ter qualidade para continuar sendo consumida depois que a curiosidade passar.

Homer

As pessoas comprariam por ser do Homer. A marca já nasce com ativos importantes”, disse Júlio Moreira, professor de marketing da ESPM. A cerveja Duff foi lançada em 2006 na Espanha, pelo empresário mexicano Rodrigo Contreras. Em 2009, foi criada a Duff Sudamérica, com sede na Colômbia.

No Brasil, um grupo de empresários fez um contrato de distribuição exclusiva. A cada garrafa produzida por aqui, na cervejaria catarinense SaintBier, eles pagam royalties ao proprietário da marca. Os criadores dos Simpsons e a rede que exibe o desenho não levam um centavo. A FOX, aliás, nunca autorizou que uma cervejaria usasse o nome Duff, mas uma brecha legal possibilitou que a marca fosse registrada fora dos Estados Unidos.

Cada país decide qual será o segmento da bebida. No Brasil, a Duff entrou para concorrer com Guinness e Colorado; já na Alemanha, por exemplo, ela é uma cerveja barata, vendida em supermercados, assim como em Springfield. “No Brasil, se entrássemos com essa estratégia (de ser barata), perderíamos pra todo mundo”, disse Conrado Kaczynski, um dos sócios da Duff Brasil.

Outras cervejas Premium, como Budweiser e Proibida, não estão no mesmo segmento que a Duff, segundo Kaczynski. “Quando se fala em premium, há vários níveis”, disse. O boom das cervejas premium segue um pouco a situação do vinho, segundo Júlio Moreira, professor de marketing da ESPM. “Com maior poder aquisitivo, as pessoa querem sair do basicão”, disse.

Para Eduardo Senise, o fato de a cerveja ser barata em outros países – e no desenho – é um complicador. Mas, ao mesmo tempo, o premium é o único segmento onde a Ambev pode perder um pouco de mercado, segundo Senise.

Juventude

Para Kaczynski, há muitas marcas premium muito boas no Brasil, mas todas são voltadas para o público mais velho, com rótulos tradicionais. “Não tinha nenhuma dessa categoria para o público jovem”, disse. A ideia é transformar a Duff na primeira cerveja premium que os jovens consomem. “O pessoal toma e tira foto com ela”, disse.

Quem trabalha na Duff é exatamente nosso público alvo”, disse o sócio. A média de idade dos seis sócios da Duff no Brasil varia entre 25 e 30 anos – que também é a idade imaginada para os consumidores.

Por enquanto, nada de Duff nos supermercados, apenas em bares, restaurantes e festas. A cerveja começou a ser distribuída em 30 pontos na cidade de São Paulo – agora ela está em 60 e prevê chegar ao interior e litoral do estado em março. A expectativa é, em mais dois ou três meses, desembarcar no Rio de Janeiro, Sul e Minas Gerais. A lista de bares que já procuraram a marca passa de 500, segundo Kaczynski. “A ideia é expandir logo, porque a demanda é muito grande, pessoas e bares mandam e-mail pedindo”, disse o sócio.

A estimativa de faturamento anual da unidade no Brasil fica entre 6 milhões de reais e 8 milhões de reais. São produzidas cerca de 2.000 caixas por mês – cerca de 16.000 litros. A expectativa é produzir cerca de 5.000 caixas/mês até o final do primeiro semestre e cerca de 10.000 caixas /mês até o final do ano.



Fonte: Exame.com

07 outubro, 2011

Destroyer Beer, a cerveja do Kiss

Seguindo a tendência mundial de bandas lançando cervejas, o Kiss licencia marca para lançamento de sua primeira cerveja, a Destroyer Beer. O estilo é uma pilsen feita de acordo com a lei alemã da pureza.
A bebida será vendida nas versões long neck e lata.

06 junho, 2011

Nova embalagem da OPA Pilsen

A OPA Bier lançou recentemente sua nova embalagem, uma garrafa de metal de 500ml para sua pilsen.
Trata-se de uma inovação no mercado brasileiro, mas já conheceido lá fora, onde marcas como Budweiser e Michelob costumam usar o mesmo material, também conhecido como aluminium bottles.


Sobre o visual da nova embalagem, a OPA disse que a ideia foi baseada no resgate à invenção da cerveja pelos Sumérios.

01 junho, 2011

Cerveja, uma boa companheira de mesa

Para azar do sempre clássico vinho, a cerveja conquista cada vez mais espaço como acompanhamento de refeições no mundo todo.

Deixando de lado os abstêmios e aqueles capazes de encarar bebidas alcoólicas destiladas de alto grau, a maioria das pessoas escolhe uma opção fermentada para acompanhar uma refeição: vinho, cerveja, cidra... Normalmente, uma das duas primeiras, embora a cidra combine perfeitamente com alguns pratos.

Portanto, vinho ou cerveja? Um cidadão do norte do Mediterrâneo - lembrando que no sul, em países mais ou menos islâmicos, não há lugar para o álcool - preferirá quase sempre a bebida emblemática desse mar, dessa cultura, dessa gastronomia: o vinho. Um anglo-saxão, um centro-europeu, um escandinavo, talvez prefira a cerveja. Ambas as bebidas têm seu lugar à mesa no mundo todo.

O europeu do Sul demorou a aceitar a cerveja: era coisa de alemães, belgas. Os autores espanhóis do século de Ouro, como Lope e Cervantes, ecoaram o desgosto dos soldados espanhóis em Flandres pela cerveja e a falta que sentiam dos vinhos da terra natal. Foi o imperador Carlos, acostumado com a bebida em sua juventude, quem estimulou a elaboração da cerveja na Espanha.

Hoje, o espanhol bebe mais cerveja que vinho. Mas, em geral, segue sem levá-la muito a sério. Bebe cerveja bem gelada, para acabar com a sede. Ela é vista mais como um refresco que como uma bebida alcoólica capaz de ocupar um lugar na mesa, na hora da refeição. Estão enganados, é claro.

Alguns pratos não combinam bem com vinho, mas são melhores desfrutados com a cerveja. Pensemos em aspargos: não há vinho que ajude... Mas podemos enfrentar sua amargura natural - falamos de aspargos brancos, em temporada primaveril, ou seja, frescos - com uma cerveja tipo lager ou pilsen.

Qualquer prato com vinagre cai melhor com cerveja: o vinagre, não esqueçamos, é como o "cadáver" do vinho, que ao morrer transforma seu álcool etílico em ácido acético. Ninguém fica à vontade com um cadáver, menos ainda com a antecipação do próprio.

Portanto não há vinho que combine com uma salada - na realidade, com as saladas mais normais nada combina melhor que a água. Com a única exceção, talvez, de um bom branco fermentado em barril. Mas, certamente, uma cerveja mais encorpada será um acompanhamento mais adequado.

A cerveja mais comum, a lager, é muito boa companheira de mariscos, e perfeita para escoltar alguma dessas maravilhosas conservas de frutos do mar: mexilhões em escabeche, berbigões, sardinhas... Mas, sobretudo, uns bons lombos de anchova em azeite de oliva; é uma combinação perfeita, que já agradava ao já citado imperador Carlos.

Para a cerveja mais encorpada, uma boa stout escura, tipo Guinness, sugiro alternativas bem diferentes: é ideal com ostras em escabeche, velha receita galega praticada agora por qualquer cozinheiro.

E não há nada como essa mesma cerveja para solenizar o "segundo turno" de um rosbife frio, em fatias mais finas, com conservas e mostardas. O prato pede essa cerveja: afinal os dois últimos elementos são também pouco amigos do vinho.

Naturalmente, há mais coisas que combinam melhor com a cerveja do que com o vinho: uma choucroûte garnie ao estilo alsaciano, uma carbonade flamande no mais puro estilo belga, uma mouclade de mexilhões de Rochelle...

Que se outorgue à cerveja a consideração que merece; ela pode ser, e de fato é, uma excelente companheira na mesa. Mas nem ela deve nos levar a esquecer o vinho, nem este a desprezar a cerveja: há lugar para os dois.

Via

18 abril, 2011

Revista Inked falando de cerveja

É muito claro como as cervejas especiais já ganharam seu espaço aqui no Brasil e cada vez mais as pessoas estão curiosas e interessadas pelo assunto.

Prova disso é a publicação mensal da revista de tatuagens Inked deste mês, com Mel Lisboa na capa, que trouxe uma matéria de página inteira sobre cervejas artesanais brasileiras. Em destaque as cervejas Bauhaus, Mistura Clássica, Eisenbahn e Colorado.

12 fevereiro, 2010

2º Encontro do BREJAS


Lembra do 1º Encontro do BREJAS?
Pois é, a segunda edição do evento já tem data marcada e local.
Acontece no dia 27 de fevereiro de 2010. O local não poderia ser mais apropriado, pois se trata do Bar Brejas, em Campinas, a “sede oficial” do fórum que congregou todos degustadores do site Brejas. A festa começa a partir das 18 horas, e não tem horas para terminar.

Novidades prometem movimentar o segundo encontro, haverá uma exclusiva degustação de ingredientes cervejeiros, fornecidos pela A Turma Cerveja Artesanal, com 5 tipos de malte e 2 tipos de lúpulo, na qual os participantes terão a oportunidade de conhecer mais de perto e provar os ingredientes básicos de toda cerveja. Além disso, a bem-sucedida parceria com a microcervejaria Bamberg continua, disponibilizará no evento seu chope Bamberg Weizenbock, ainda indisponível no mercado.
A loja virtual Cerveja Gourmet ainda sorteará kits contendo cervejas belgas e australianas para os participantes!

As vagas são limitadas, então garanta logo a sua!
Para se inscrever, basta enviar uma mensagem para alexandremarcussi@gmail.com, incluindo o nome completo e o e-mail de todos os participantes.

A entrada custará R$ 10 por pessoa, a serem cobrados no dia em comanda individual, e dará direito não apenas à degustação de ingredientes, como ainda a uma mesa de frios, patês, pães e sanduíches preparada pelo bar. A casa ainda ofereceu 10% de desconto para os participantes do evento em toda a bem-recheada carta de cervejas, que pode ser consultada online no http://barbrejas.com, e nos demais itens do cardápio. Além disso, a cervejaria Bamberg está oferecendo um imperdível desconto de 50% em todas as suas cervejas.

2º Encontro do Brejas
Quando:
27 de fevereiro de 2010, a partir das 18h
Onde: Bar Brejas (rua Conceição, n. 860, Cambuí, Campinas/SP)
Quanto: R$ 10 por pessoa, com direito a mesa de pestiscos
Comes: pães, frios, patês, sanduíches e mais as opções do cardápio
Bebes: chopes Eisenbahn (Pilsen, Weizen, Pale Ale e Dunkel) e Bamberg (Weizenbock) e mais uma carta de cervejas especiais com 10% de desconto em todos os rótulos.

18 junho, 2009

Novo logo da Bohemia

A cerveja Bohemia da AmBev ganhou nova identidade visual no rótulo. A marca buscava embalagens que traduzissem a tradição e qualidade do produto. A empresa contratada para tal desafio foi a Interbrand, que construiu cinco diretrizes visuais chamadas de key principles.
Após esta etapa, os princípios da marca foram aplicados nos rótulos das variantes da cerveja, Pilsen, Escura, Weiss e Confraria.

Na logomarca da cerveja, a mudança está na suavidade das letras, que agora tem serifas menos arredondadas e redução da sombra.


Fonte: Mundo do Marketing e Brejas

20 maio, 2009

O Brasil que você não conhece - parte 02

Continuando nossa viagem pelas cervejas brasileiras que você não conhece...

A Backer é de Belo Horizonte (MG) - Cervejaria Backer. Encontramos vários estilos dela como: Brown, Pale Ale, Pilsen e Trigo.
http://www.cervejariabacker.com.br/site.htm

A Therezópolis é da Cervejaria Therezópolis que fica claro em Teresópolis (RJ).
Encontrada em grandes redes de supermercado.
http://www.therezopolisgold.com.br/tgold/

A Mulata é uma cerveja pilsen da cervejaria Cintra (Grupo Schincariol)
A Cervejaria Cintra se instalou em Mogi Mirim no final de 1997, ao adquirir as instalações desativadas da Kaiser. Posteriormente, construiu uma segunda fábrica em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro.
http://www.cintrasemfrescura.com.br/

A Black Princess é da cervejaria Petrópolis (RJ), é facilmente encontrada em grandes redes de supermercado com as variações de Gold (Pilsen) e 1882 (Pilsen escura).
http://www.cervejariapetropolis.com.br/

10 maio, 2009

Coopers em casa


Cada vez mais o número de cervejeiros artesanais está aumentando e pensando nisso a Coopers lançou um kit Brewmaster para fazer cerveja em casa.

O preço do kit é de U$ 99 com o refil entre U$ 30 e U$ 40, dependendo do tipo de cerveja (pilsen ou Irish Stout).

Com o kit você consegue preparar 50 latas de cerveja e caso você não entenda nada de cervejas artesanais, junto você recebe uma video-aula em DVD e manual de instrução.


03 março, 2009

Comerciais da Nobel

Vou colocar aqui alguns comerciais nacionais e internacionais bem interessantes de cervejas.
Para começar uma sequência da cerveja nacional Nobel (Pilsen nacional):







02 março, 2009

Tipos de cervejas

Nas Américas o tipo de cerveja mais consumido são as claras e leves, já no continente europeu, as mais densas e escuras. A classificação delas é um pouco mais complexa do que escura, clara ou leve e densa. Para começar uma classificação, basicamente podem ser divididas em dois grandes grupos: Lager e Ale.

Lager (pronúncia: lá-guer)


- baixa fermentação (os levedos ficam no fundo durante a fermentação/temperatura mais baixa)
- características: mais clara, leve e seca
- processo de fabricação: 4 a 12 semanas (fermentação e maturação), com temperaturas de 3,3°C a 13°C
- Alguns tipos de lagers facilmente encontradas:
  1. Pilsen - as européias tem mais cor e mais aroma do que as brasileiras (Budweiser, Carlsberg, Corona, Dos Equis, Grolsch, Heineken, Labatt, Sol, Stella Artois...)
  2. Munchener - são lagers escuras ou pretas e podem ser bem leves
  3. Bock - escura, mais doce do que amarga, alto teor alcoólico (6% e 7,5%) - por isso considerada de baixa fermentação forte. São divididas também como: Doppelbock (acima de 7,5% de teor alcoólico) e Eisbock (atinge até 14% de teor alcoólico)
  4. Dunkel - significa escura em alemão, mas não totalmente, são escuras avermelhadas
  5. Lager Americana - leve, pouco encorpada, pouco aromática e pouco saborosa. Em sua composição entram arroz e milho (Budweiser, Coors, Miller...)
  6. Lager Brasileira - parecida com a norte-americana e conhecida como Pilsen, mas com um pouco mais de lúpulo (Skol, Brahma, Kaiser...).

Ale (pronúncia: êil)


- alta fermentação (os levedos ficam no alto durante a fermentação/temperatura mais alta)
- características: aromas mais frutados e sabores mais complexos
- processo de fabricação: 3 a 4 semanas (fermentação e maturação), com temperaturas de 16°C a 24°C
- Alguns tipos de ales facilmente encontradas:
  1. Stout - bem escuras ou pretas (Guinness). Existem algumas variações como Sweet Stout, Dry Stout...
  2. Porter - coloração varia do castanho ao preto. Mais suave e menor teor alcoólico que a stout
  3. Brown Ale - pouco lúpulo, sabor adocicado
  4. Pale Ale - são ales claras, com graduação alcoólica até 6%
  5. India Pale Ale - ou somente IPA, cerveja carregada em lúpulo
  6. Red Ale - avermelhada devido ao uso de um pouco de malte tostado
  7. Bitter - amarga
  8. Altbier - significa cerveja velha, coloração castanha
  9. Kölsch - normalmente mais doce e com menos lúpulo. Em muitas receitas leva vários grãos, inclusive trigo. Pela regra, somente cervejas feitas em Köln (Colonia) poderiam levar esse nome, assim como ocorre com o Champagne. Entretanto, temos casos de cervejas brasileiras, como a Eisenbahn, que oferecem sua versão.
  10. Trapistas - Não são consideradas propriamente um estilo único, pois algumas são Dubbel (2x mais malte), Tripel (3x mais malte) ou Quadrupel (4 vezes mais malte).
  11. Barley Wine - teor alcoólico alto, conhecidos também como vinho de cevada
As cervejas de trigo (weizenbier) podem ser feitas nos dois processos de fermentação. Podem ser suaves ou doces.
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