Mostrando postagens com marcador BJCP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BJCP. Mostrar todas as postagens

11 junho, 2012

Conheça os vencedores do VII Concurso Nacional das Acervas


 

Aconteceu nos últimos dias o 7º Concurso Nacional das Acervas, desta vez organizado pela Acerva Paulista na cidade de Piracicaba/SP.

As Acervas são associações que tem por finalidade difundir e aprimorar os  aspectos da cultura cervejeira no país.


Na última quarta-feira o All Beers esteve presente em um evento fechado na Cervejaria Nacional em São Paulo com palestras de John Palmer (autor do livro “How to Brew"), Nicole Erny (BJCP e título de  Master Ciceroni) e Marco Falcone (Cervejaria Falke Bier).


Sobre o concurso, foram cinco categorias na premiação: American IPA, Doppelbock, Irish Red Ale, Russian Imperial Stout e Estilo Livre (Specialty/Spice, Herb and Vegetable - sendo obrigatório algum ingrediente brasileiro).

Conheça os vencedores (agradecimentos ao jornalista Roberto Fonseca do Blog do BOB pela listagem):

American IPA

Ouro: Bruno Faria Lopes (RS)
Prata: Rafael Tonera (SC)
Bronze: André Baptista (SP) – integrante do grupo de produtores Sete Jarros

Doppelbock:

Ouro: Eduardo Nunes Rodrigues (SP), com a cerveja Casa Nova
Prata: Cristian Nazareno (MG), com a cerveja Profana
Bronze: Tiago Rocha dos Santos (RS), com a cerveja Santa Claus

Irish Red Ale

Ouro: Everton Sérgio Estracanholli, de São Carlos (SP)
Prata: Livia Maria Fernandes (PR), da Cervejaria Tormenta
Bronze: Marcelo Citadini Alevato (SP)

Russian imperial Stout

Ouro: Sergio Augusto Mantoano Buzzi (RJ)
Prata: Guenther Sehn (RS)
Bronze: Murilo Foltran (PR) / DUM Cervejaria
Menção: Frederico Ming (SP)

Estilo livre com ingredientes brasileiros
Ouro: Anuar Tarabai (PR) – Imperial Stout com castanhas brasileiras e flor de sabugueiro
Prata: Ricardo Rosa (RJ) – Saison com suco de abacaxi azedo
Bronze: Marcelo Citadini Alevato (SP) – Barley Wine com suco de uva e carqueja, maturada em carvalho
Menções: Rudolf Schützer (SP) – que enviou uma de amora com açaí – e James Jimenez Hernandez (SC), com uma American Pale Ale que teve adição de maná cubiu

Melhor design de rótulo cervejeiro:
Ouro: Bruno Zanetti Westin (MG) – Cerveja Apache
Prata: Frederico Ming (SP)- Cerveja Capitu
Bronze: David Figueira (SP) – Cerveja Greta (Lamas Bier e Cerveja McDuff)
Menções: Christian da Cruz (SP), com a Zelt Bier; Pedro do Vale (SP), com a Indio Pede Apito; Alexandre Xerxenevsky (SP), com a Lewis Craft Brewery – Belgian Tripel; Demetrius Rocha (MG), com a Timboo; Rafel Cadilhe David (PR), com a Moonshine Brewery ESB

Parabéns aos vencedores e até 2013!

22 dezembro, 2011

Uma tarde com o Presidente do BJCP

Cervejaria Nacional

No final de novembro tive a oportunidade de apresentar alguns novos rótulos brasileiros para o presidente do BJCP, Gordon Strong. Muitas delas ele já havia degustado no Festival Brasileiro da Cerveja 2011, ou seja, tive que escolher alguns rótulos diferentes.

No Festival Brasileiro da Cerveja ele destacou três cervejas que gostou muito: Green Cow IPA (Seasons), Vixnu e Ithaca (Colorado)

E onde levar o presidente do BJCP em uma terça-feira de tarde? Junto com a Sommelier de cervejas da Tarantino, Carolina Oda, fomos apresentar a Cervejaria Nacional.
Já devidamente instalados, ele degustou todos os estilos que a cervejaria oferece e mais uma novidade para 2012.
Conheceu toda a produção, conversou com o cervejeiro e ficou bem satisfeito com tudo que viu.

Empório Alto dos Pinheiros

A segunda parada foi no Empório Alto dos Pinheiros, lá sugeri a degustação da Bamberg (já que não estavam presentes em Blumenau). Ele degustou também o chopp da Way American Pale Ale e a Vivre da Falke Bier.

No geral Gordon Strong ficou bem satisfeito, fez vários elogios e questionou algumas cervejas com o estilo descrito no rótulo.
Agradeceu muito o city tour cervejeiro por São Paulo e depois foi de noite para o Frangó conhecer mais alguns rótulos brasileiros.

***
Em tempo, o All Beers gostaria de dar os parabéns para os novos jurados brasileiros do BJCP, que realizaram a prova e passaram com méritos. Veja a lista abaixo:


Humberto Fröhlich (RS)
Maurício Chaulet (RS)
Felipe Ghellar (RS)
Leo Sassen (RS)
Paulo Dalla Santa (RS)
Adriano Bovo Mendonça (BA)
Gabriela Gontijo Montandon (MG)
Paulo Patrus (MG)
Philip Zanello (SP)
Rene Aduan Jr (SP)
Marcos Odebrecht Júnior (SC)

Agradecimentos ao blog Bebendo Bem pela foto e lista dos vencedores!

23 novembro, 2011

Fotos do Festival Brasileiro da Cerveja 2011 - Parte 01

Samuel Cavalcanti - BodeBrown

Veja a primeira parte das fotos do Festival Brasileiro da Cerveja 2011, que aconteceu no último fim de semana em Blumenau/SC.

Paulo Feijão e Pete Slosberg

Cervejaria Way

Degustando as cervejas do festival com Edu Passarelli

degustando a Green Cow IPA da cervejaria Seasons

Gordon Strong - Presidente do BJCP

15 novembro, 2011

Gordon Strong do BJCP no Festival Brasileiro da Cerveja

Entre as mais de 15 mil pessoas esperadas para este ano no Festival Brasileiro da Cerveja, um visitante é especial. O presidente do Programa de Certificação de Juízes de Cervejas (do inglês Beer Judge Certification Program), Gordon Strong, estará pela primeira vez no evento que acontece em Blumenau (SC), nos dias 17, 18 e 19 de novembro de 2011.

Gordon Strong é o único juiz de cervejas do mundo com o título de Grand Master Level V Beer Judge e uma referência para cervejeiros e beer sommeliers. Além de visitar o evento, ele irá conhecer algumas das cervejarias da região. No dia 18 de novembro, às 16h, Gordon ministrará uma palestra no Parque Vila Germânica.

Sobre o BJCP
O Beer Judge Certification Program é uma organização que promove a cultura cervejeira e incentiva a apreciação da bebida através da degustação e avaliação das cervejas. O programa forma e qualifica julgadores para que se tornem examinadores do produto de acordo com uma norma padrão. É considerada uma das mais importantes instituições cervejeiras do mundo.

Veja uma entrevista com Gordon Strong:



Fonte: Assessoria de imprensa - Festival Brasileiro de cerveja

24 novembro, 2010

Levedo de cachaça para fazer cerveja?

Água, malte, lúpulo e levedo. São apenas quatro os ingredientes básicos para se fazer cerveja, ainda que suas dezenas de estilos façam supor o contrário. À exceção da água, praticamente tudo é importado para a fabricação da bebida no Brasil, quadro que pode mudar a partir de agora, graças à iniciativa pioneira de pesquisadores e produtores mineiros no estudo sobre o uso de levedo de cachaça na fermentação da cerveja, substituindo cobiçados similares europeus. Mais do que mera questão de custo, está em jogo a possibilidade de o país mostrar potencial como fonte de matéria-prima única no mundo.

Levedos são fungos microscópicos. Durante o processo de produção da cerveja, são adicionados aos bilhões ao mosto (o malte macerado com água quente) para desencadear o processo de fermentação, durante o qual são originados o álcool e o gás carbônico. Além disso, é justamente nesse momento que surgem compostos secundários (álcoois superiores e ésteres) fundamentais na formação de aromas da bebida. Há centenas de tipos de levedos, sendo que a minoria é adequada para esse uso. Um deles está presente no mosto de fermentação da cachaça mineira.

A primeira cerveja elaborada com levedo de cachaça produzida em Minas Gerais foi feita recentemente na cervejaria-escola Taberna do Vale, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Batizada de Carolweiss, é uma cerveja de trigo desenvolvida pelo cervejeiro Felipe Viegas e pelo farmacêutico José Eduardo Marinho.

A ideia surgiu há dois anos, durante palestra de Rogélio Brandão, professor do Núcleo de Pesquisas em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e sócio da Cerlev, empresa que presta serviços na área de fermentação. Atualmente, ele prepara um estudo a ser desenvolvido no curso de mestrado sobre a ação de diferentes levedos de cachaça no mesmo mosto de cerveja.

A partir daí, José Eduardo foi buscar num alambique da fazenda do pai, em Mariana, a 110 quilômetros da capital mineira, o insumo para o experimento. Coletou amostra no local e fez a cultura para multiplicação do levedo. Ao eliminar bactérias nocivas e outros micro-organismos desnecessários e menos resistentes, isolou completamente um único tipo de levedo. Antes de usá-lo, foi preciso realizar a transição, já que estava "habituado" a fermentar sempre o açúcar da cana e não o do malte. Sucessivas gerações do mesmo levedo foram cultivadas por dois meses em mosto de cerveja com nível cada vez menor de açúcar de cana.

O levedo que obtiveram é capaz de fermentar naturalmente mosto formado só por malte, prova de que já está pronto para ser usado na fabricação de cerveja. Os resultados surpreenderam Felipe e José Eduardo: a cerveja ficou com teor alcoólico maior que o habitual – 5,5%; 0,2% a mais – e a fermentação, que demora cerca de seis horas para começar, teve início em duas horas.

"Alguns levedos são neutros e fermentam bem vários estilos de cerveja, o que não foi o caso deste. Testei-o numa Pale Ale e não deu certo. Por enquanto, mostrou que trabalha bem em cervejas de trigo dos tipos clara e bock", explica Felipe.

Na bock de trigo, a diferença na graduação de álcool foi ainda maior, 0,5% a mais. Ale é a denominação usada para a família de cervejas de alta fermentação e Pale é um subgrupo de bebidas da família Ale. Já a cerveja bock é aquela com baixa fermentação, cor mais escura e sabor mais forte.

Ameixa e macia

Em termos de sabor, as cervejas de trigo que a dupla produziu apresentam características aromáticas semelhantes às que teriam se tivessem sido feitas com o levedo tradicional do estilo, mas com alguns toques diferentes. Na versão clara, o levedo de cachaça conferiu surpreendente nota de maçã, enquanto na bock houve predominância do aroma de ameixa seca sobre os de banana, passa e cravo – exatamente o contrário do que seria esperado no método habitual. São características que as tornam únicas no mapa-múndi cervejeiro. Por enquanto, nenhuma está à venda.

Por esse motivo, Felipe não descarta a hipótese de pleitear reconhecimento da "weiss mineira" no Beer Judge Certification Program (BJCP), entidade autora do guia de estilos de cerveja mais adotado no mundo.
"Na Argentina, estão desenvolvendo um estilo próprio, chamado dorada pampeana, que querem aprovar no BJCP. É uma cerveja lager (denominação usada para a família de cervejas de baixa fermentação) com malte pilsen cultivado lá. Por que não fazer o mesmo com a nossa cerveja?", questiona.

Os próximos passos, revela, serão desenvolver cervejas ainda mais alcoólicas (até 13%) com esse levedo e testar variedades coletadas em alambiques de outras regiões de Minas Gerais.

Via
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...