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16 janeiro, 2014

1º Campeonato de Sommelier de Cervejas do Brasi com Garrett Oliver (Brooklyn) e Martin Zuber (Paulaner) como jurados



Preparado para o 1º Campeonato de Sommelier de Cervejas do Brasil

A ABS-SP (Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo) e o Instituto da Cerveja Brasil, promovem entre os dias 08 e 09 de março, o 1º Campeonato Brasileiro de Sommeliers de Cerveja do Brasil. 
O evento será liderado pelo presidente da ABS-SP, Mario Telles Jr. e pelos diretores do Instituto da Cerveja Alfredo Ferreira, Estácio Rodrigues e Kathia Zanatta, e tem como objetivo contribuir para o reconhecimento e disseminação da profissão de Sommelier de Cervejas no Brasil. 

Para participar, o candidato deve ter mais de 18 anos e ter certificado de Sommelier de Cervejas em qualquer instituição, de dentro ou fora do país. Ao todo, serão aceitas 150 inscrições para a competição que será dividida em três etapas: 
Prova de múltipla escolha e prática de identificação de estilos de cervejas, que apresentam caráter eliminatório, seguidas pela final composta por prova de degustação e prova de serviço com caráter classificatório. 

Dois dos principais e mais renomados Mestres Cervejeiros do mundo compõem a comissão julgadora: Garrett Oliver e Martin Zuber, das cervejarias Brooklyn e Paulaner, respectivamente. 

Além deles, o júri contará com a participação de nomes importantes do mercado cervejeiro do Brasil, como do ex-proprietário da Cervejaria Eisenbahn, Juliano Mendes, o sócio do Aconchego Carioca SP, Edu Passarelli, o mestre cervejeiro e consultor Paulo Schiavetto, o diretor executivo e de cursos da ABS-SP Arthur Azevedo e o burgomestre Sady Homrich.

Para os idealizadores do Campeonato, “este evento é a consolidação de um trabalho que começou em agosto de 2010, quando fizemos o primeiro curso de Sommelier de Cervejas do Brasil. É uma grande oportunidade para darmos visibilidade a esta nova profissão cada vez mais requisitada no mercado,” afirmam entusiasmados.

As inscrições devem ser feitas pelo e-mail abs-sp@abs-sp.com.br até o preenchimento dos primeiros 150 inscritos, mediante certificado de formação de Sommelier de Cervejas e o pagamento de uma taxa de R$ 70,00. 

O prêmio especial concedido ao Sommelier campeão será uma viagem de cinco dias aos Estados Unidos para conhecer todo o universo que envolve a Cervejaria Brooklyn.

O evento é patrocinado pela Beer Maniacs, Casa Flora e Interfood. Conta também com o apoio da Belgalux – Câmara de Comercio e Indústria Belgo-Luxemburguesa-Brasileira no Brasil.


Parabéns ABS-SP e Instituto da Cerveja pela iniciativa e boa sorte aos participantes!

31 dezembro, 2012

Um 2013 cervejeiro para todos nós...


Estamos chegando ao final de mais um ano cervejeiro, e já esperando o começo de 2013 para colocar em prática todos os novos projetos para funcionar e degustar todas as novas cervejas (ou quase todas) que serão lançadas.

Fazer algo bem feito que seja importante e significativo para você e para outras pessoas, não tem preço. Termino o ano de 2012 satisfeito com tudo que fiz, com tudo que tentei fazer, com as ideias e criações que foram executadas, com projetos que consegui ajudar de alguma maneira ou até mesmo que tive grande participação na criação. Tudo foi feito de maneira natural porque é fácil, foi feito com prazer e principalmente, foi verdadeiro.

O All Beers deseja um ótimo 2013 para todos leitores, brinde o novo ano com boa cerveja, independente do estilo, seja ela uma Cerveja de trigo ou uma Barley Wine, é cerveja de qualquer maneira e sim, é uma ótima opção para começar bem o ano. 

Beba com responsabilidade e não como uma competição, seja realmente um formador de opinião Beer Sommelier e não alguém que acha que entende de cerveja só porque bebeu 12 garrafas de uma porter ou IPA. Faça valer o título pelo qual você conquistou e seja diferente de fato do bebedor de cervejas comerciais que está caindo ao seu lado por causa da bebida.
Realmente não faz sentido colocar em seu cartão de visitas o título, sommelier, se você não sabe a hora de parar. Pense nisso…

Se você não é sommelier, mas é um entendedor de cervejas especiais e gosta de degustar diferentes estilos, o conselho também vale, faça você a diferença! 

O All Beers entra em seu 4 ano de vida e como sempre empolgado com as possibilidades que se apresentam para 2013! Obrigado por todos amigos que estiveram ao meu lado este ano!

Um ótimo ano novo para todos nós!
Cheers!
Raphael Rodrigues

26 agosto, 2011

Sommeliers de cerveja surgem com a multiplicação de rótulos no mercado

Encher uma tulipa com um rótulo de primeira linha, caprichando para encontrar a medida certa do colarinho. Depois, observar a coloração, a espessura e a formação de bolhas no centro do copo. Em seguida, sorver vagorosamente o líquido, anotando mentalmente os aromas e sabores que compõem a bebida. No final, repetir a dose com outra garrafa, podendo dizer que o ritual faz parte de mais um dia de trabalho duro. Essa rotina, que é um sonho para muita gente, está virando o ganha-pão de vários paulistanos.

A exemplo do que ocorreu há tempos com os especialistas em classificação de vinhos, o ofício de degustação de cerveja está virando um negócio sério. Na capital, já existem dois cursos especializados na formação de beer sommeliers (o nome oficial da função) e um mercado de trabalho em expansão.

Há hoje na cidade cerca de 300 profissionais atuando nesse ramo. Eles montam a carta de cervejas de bares e restaurantes, dão dicas aos clientes sobre as variedades e opções de harmonização com pratos, cuidam dos estoques da casa e varrem o mercado em busca de novidades.

Quase todos os dias experimento algo novo”, diz Paulo Almeida, beer sommelier e proprietário do Empório Alto dos Pinheiros, estabelecimento na Zona Oeste com cerca de 400 opções do produto. Bares e restaurantes não são os únicos campos de trabalho para eles. Diplomado no ano passado nesse ofício pela ABS, o empresário Gilberto Tarantino procurou a especialização para melhorar seu trabalho na importadora que leva seu nome. “Aumentei minhas compras em 600% nos últimos dois anos e decidi me aprofundar no assunto”, conta.

Paulo Almeida - Empório Alto dos Pinheiros


Os craques podem embolsar 3.000 reais por mês de salário. Está longe de representar uma remuneração milionária, é verdade, mas é suficiente para animar mais gente a migrar para esse setor. Foi o caso de André Cancegliero, que largou uma carreira de dez anos em bancos para abraçar essa causa etílica. Sua especialidade atual é a organização de eventos como a feira de expositores do setor batizada de Beer Experience, que aconteceu no último sábado (20) no Centro de Convenções Frei Caneca. “Estou hoje realizado com o que faço”.

Os profissionais afirmam que o serviço, apesar das aparências, tem lá suas dificuldades, como a luta para que a bebida não repercuta em gordurinhas a mais na silhueta. Outro problema é a falta de regulamentação. “Não somos ainda reconhecidos oficialmente como categoria”, diz Cilene Saorin, presidente da Associação Brasileira dos Profissionais em Cerveja e Malte.

Apesar disso, o curso para a formação de degustadores da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP), que existe há um ano, vai muito bem, obrigado. Cerca de 200 estudantes já saíram de lá diplomados. “Para a próxima turma, temos até lista de espera”, afirma a beer sommelière Kathia Zanatta, que se divide nas aulas com o mestre cervejeiro Alfredo Ferreira. Uma das alunas é Flávia Paiola, subgerente do Bierboxx, na Vila Madalena. “Temos mais de 200 variedades da bebida no bar. Sempre preciso ajudar os clientes com os pedidos”, diz ela. “Muitos especialistas em vinho também nos procuram”, revela Estácio Rodrigues, coordenador do curso da ABS-SP.

Nessa onda, Tiago Locatelli, da churrascaria Varanda — eleito no ano passado o melhor sommelier pelo júri da edição “Comer e Beber” de VEJA SÃO PAULO —, garantiu recentemente seu diploma. “A clientela está experimentando minhas sugestões e gostando”, orgulha-se ele, que montou uma carta de trinta marcas especiais para o restaurante.


25 agosto, 2011

Cerveja artesanal vira preferência em Minas Gerais

Matéria sobre cervejas artesanais em Minas Gerais exibida ontem pela Rede TV no noticiário Rede TV News.
Participação de Marco Falcone (Falke Bier) e a jornalista e Beer Sommelier Fabiana Arreguy (Programa Pão e Cerveja/CBN MG).

Veja a matéria:

28 junho, 2011

Degustação de Cervejas no Delirium Café

Que tal conhecer melhor o saboroso mundo das cervejas? O Delirium Café, um autêntico templo cervejeiro de Ipanema (Rio de Janeiro), que conta com mais de 300 rótulos em sua carta, promove no dia 29 de junho, às 19h30, a Degustação Dirigida de Cerveja Especiais e Queijos com a Beer Sommelière e Gastrônoma Andréa Calmon.

Entre os destaques do evento, ótimas representantes como De Ranke XX Bitter, ST Feuillien Blonde e Floris Krie.

INFO:
Reservas por telefone (21) 2502-0029 ou
e-mail:
contato@deliriumcafe.com.br.
Delirium Café
Rua Barão da Torre, 183, Ipanema
Tel: (21) 2502-0029
Investimento: R$85,00

15 abril, 2011

Cerveja e Chocolate com Kathia Zanatta e Celso Jr

O novo programa do CervejaCast, apresentado pelo jornalista Celso Jr já está disponível, a convidada desta vez foi a Beer Sommelier Kathia Zanatta e o tema foi chocolate com cerveja.


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18 janeiro, 2011

Começa a 2º Turma de Sommelier de Cervejas ABS-SP

O ano já começou com cerveja, principalmente na ABS-SP!
A segunda turma de Sommeliers começou no último sábado e em breve teremos novos profissionais da área no mercado.
O curso continua sendo ministrado por Kathia Zanatta e Alfredo Ferreira.

E 2011 parece que será melhor que o ano passado para o mercado cervejeiro, já que a ABS também confirmou o curso para Curitiba.

16 dezembro, 2010

Mais um livro cervejeiro - “Cerveja e Filosofia”


A editora Tinta Negra está lançando o livro “Cerveja e Filosofia”, do PhD Steven D. Hales. Ele é professor de Filosofia na Universidade Estadual de Bloomsbur.

O livro que tem apresentação da beer sommelier Cilene Saorin, fala sobre o poder agregador da cerveja, além de apresentar os tipos de cerveja produzidos na Europa, EUA e América Latina.

Não encontrei o livro para vender ainda, mas o valor deve ser em torno de R$45,00.

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02 dezembro, 2010

Formada a Primeira turma de Sommeliers de Cerveja no Brasil

O primeiro curso de beer sommelier do Brasil terminou neste semestre e forma os profissionais que orientam o consumidor na escolha da cerveja
Por Daniel Wolff

Ser um entendedor de cervejas profissional é um trabalho dos sonhos para muitos. Quem não gostaria de ganhar a vida provando cervejas e promovendo essa maravilhosa cultura? Mas, até pouco tempo atrás, quem sonhava em um trabalho desses tinha uma única opção: fazer um curso de beer sommelier no exterior - principalmente em países como a Alemanha e os Estados Unidos.

Porém, no segundo semestre deste ano, a ABS-SP (Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo) saiu na frente e promoveu o primeiro curso de beer sommelier do Brasil. Foram mais de 60 horas de aulas envolvendo desde a parte de processo de fabricação, passando por insumos, até degustações de estilos diversos e harmonizações com comidas como queijos e sobremesas.

Agora, depois de formados, onde se encaixarão os novos beer sommeliers do mercado? Trabalho é que não vai faltar, pois o mercado de cervejas especiais, também chamado de cervejas gourmet, está em alta. A cada dia vemos novas marcas, novas cervejarias e novos estabelecimentos chegando nesse cenário e, principalmente, novos consumidores com sede de cervejas gourmet, que oferecem uma rica experiência gastronômica. E esses consumidores precisam, mais do que ninguém, de orientação, devido à grande variedade de marcas e estilo. É aí que se encaixa o principal trabalho do beer sommelier: o de orientar o consumidor na hora da compra.

Mas a profissão é muito dinâmica. Confira alguns atributos de um beer sommelier:
  • - Conduzir palestras e eventos relacionados à cerveja;
  • - Formular cervejas em conjunto com mestres cervejeiros dentro das cervejarias;
  • - Orientar importadores na hora de escolher qual cerveja trazer;
  • - Elaborar cartas de cervejas em bares e restaurantes;
  • - Treinar equipe de serviços;
  • - Degustar e avaliar cervejas.
Realmente, muitos podem achar um trabalho desses uma maravilha, que fariam com o maior prazer e nem cobrariam por isso. Mas, eu garanto, como profissional de cervejas há mais de seis anos: apesar da cerveja ser diversão para muitos e, de fato, conseguirmos tirar bons momentos nas horas de trabalho, esse é um mercado muito exigente e que requer muito estudo, conhecimento e profissionalismo acima de tudo - o que para mim é mais um incentivo para trabalhar e levar a sério as cervejas e a sua cultura!

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25 novembro, 2010

Comprar cervejas artesanais é alternativa para investir, dizem especialistas

A cultura de investir em vinhos já é disseminada em todo o mundo. Várias pessoas compram bebidas raras para, depois de no mínimo três anos, vender a iguaria e ter um retorno muito compensador. Mas você já pensou em ampliar sua carteira investindo em cerveja?

"Sim, é possível investir em cervejas mais caras, pois em sua grande maioria são feitas artesanalmente, em safras pequenas e distribuição limitada", revela Marcelo Ponci, dono do e-commerce Cerveja Gourmet. "Além disso, as cervejas harmonizam tão bem quanto os vinhos, seja com queijos, pratos mais elaborados e até mesmo sobremesas".

Para se ter uma ideia, algumas pessoas adeptas das cervejas especiais estão montando adegas climatizadas para armazenar essas bebidas, e não, como de costume, os vinhos. "Elas também precisam ser acondicionadas em temperaturas adequadas, e não ficarem expostas ao calor", explica Ponci.

Investimento financeiro e para apreciação

Existem alguns tipos de cerveja que podem ser guardadas durante anos, sem que estraguem ou percam suas propriedades degustativas. Elas são as chamadas Bière de Garde, ou Cervejas de Guarda.

De acordo com a beer sommelier Kathia Zanatta, as cervejas podem ser um investimento para as pessoas comuns em dois sentidos. Um deles é mesmo o financeiro, pois as cervejas de guarda têm um preço mais em conta quando novas e valorizam com o passar dos anos.

"A Gouden Carolus Cuvée Van de Keizer Blauw é uma cerveja produzida somente uma vez por ano, no dia 24 de fevereiro, em comemoração à data de aniversário do Imperador Carlos V [viveu entre 1500 e 1558]. Sua validade é de no mínimo 10 anos, ou seja, é um rótulo que evolui e aumenta sua complexidade a cada ano. Uma nova safra custa em torno de 20 euros (R$ 46,81*), enquanto que um rótulo de 10 anos chega a custar de 100 a 120 euros (R$ 234,05 a R$ 280,86)", exemplifica Kathia.

Porém, para o mestre-cervejeiro Paulo Schiaveto, apesar de algumas bebidas melhorarem suas características com o tempo, a grande maioria das cervejas perde qualidade com o envelhecimento, especialmente as mais claras. "Do ponto de vista de investimento, no sentido de comprar para vender após um tempo de guarda, na imensa maioria dos casos, não é um bom negócio", acredita.

A própria Kathia pondera dizendo que não é comum comprar esses produtos para revender, mas sim para apreciação do próprio consumidor. "Aí vem o segundo investimento: o amadurecimento sensorial do produto e os aromas e prazeres que ele vai oferecer".

O processo de envelhecimento... de cervejas!

Para que possam ser guardadas, as cervejas precisam "ter potência sensorial para suportar o envelhecimento", destaca Kathia. "Ela precisa ter corpo, teor alcoólico, aromas e sabores intensos e complexos que evoluam em complexidade e também ofusquem possíveis aromas desagradáveis causados pela oxidação".

Por isso, normalmente são as cervejas escuras que sofrem os processos de envelhcimento. "Elas trazem notas tostadas mais intensas, muitas vezes acompanhadas das notas de nozes, amêndoas e frutas secas como banana passa e figo turco, e esses aromas tornam-se mais vinificados e agradáveis ao olfato com o tempo", descreve a beer sommelier, formada pela escola alemã Doemens.

Outro ponto importante é o fato de as proteínas e taninos presentes na cerveja formarem pequenas partículas. Embora não façam mal algum à saúde, tendem a ser desagradáveis para a visão, e as cervejas escuras escondem essas partículas por conta de sua coloração.

Loiras e velhinhas

Mesmo com todas as virtudes das cervejas escuras, não são apenas elas que sofrem o processo de envelhecimento, mas as mais claras também. "Apesar da ausência dos aromas complexos vindos dos maltes torrados, a intensidade e complexidade aromática delas é compensada pelos compostos aromáticos formados durante as respectivas fermentações", destaca Kathia.

No mundo das cervejas existem duas grandes famílias: as Ales, de alta fermentação, e as Lagers, de baixa fermentação. Mas especialistas consideram ainda uma terceira família que é das Lambics, que possuem fermentação natural.

"Elas são mais claras e envelhecidas em tanques de carvalho abertos ou em outro meio que permita a ação de fungos pela exposição, e ficam maturando em média de dois a três anos", explica Marcelo Ponci. Como a cerveja Lambic Gueuze, que é o resultado da mistura da bebida que está maturando por cerca de um ano com aquela envelhecida durante três anos.

Mercado verde e amarelo das envelhecidas

De acordo com Kathia, aqui no Brasil é difícil encontrar cervejas envelhecidas, pois normalmente elas chegam novas e sofrem o processo de envelhecimento nas adegas dos apreciadores.

Marcelo lembra da cerveja Samuel Adams Utopias, que foi produzida apenas em 2002, 2005, 2007 e em 2009, sempre em única leva de 8 mil garrafas de cerâmica. No início de 2010, o Bar Melograno, localizado em São Paulo, adquiriu algumas garrafas, todas vendidas a R$ 750 cada. Atualmente os degustadores encontram no estabelecimento apenas doses de 50ml da bebida por R$ 75.

"Dois rótulos mais caros no momento no mercado brasileiro, que também podem ser de guarda, são a Tactical Nuclear Penguin e a Sink the Bismark, da cervejaria escocesa BrewDog", aponta a beer sommelier Kathia Zanatta.

As duas bebidas se diferenciam das demais, entre outras caracteríticas, por conta do teor de álcool, que se equipara ao de whiskies e cachaças. Para se ter uma ideia, a Tactical Nuclear Penguin possui 32% álcool e a garrafa de 330ml sai por R$ 515 no Empório de Pinheiros, em São Paulo. Já a Sink the Bismark, com 41% de teor alcoólico, custa R$ 600 a garrafa de 330ml no mesmo local.

* Conversão feita com base no dia 18 de novembro, quando o Euro estava cotado a R$ 2,341.

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23 novembro, 2010

Começa o curso de Sommeliers de Cerveja do Senac

Começa no Senac em São Paulo o segundo curso de Sommeliers de Cerveja no Brasil. O curso é ministrado por Cilene Saorin, formada sommelier de cerveja pela Academia Doemens da Alemanha, que é também parceira no projeto.

O curso começou ontem, 22 de novembro e termina no dia 3 de dezembro. O primeiro curso de Sommeliers realizado no Brasil foi o da ABS (Associação Brasileira de Sommeliers - São Paulo), que termina no próximo sábado, dia 27 de novembro.

Se analisarmos 2010, o Brasil deu um enorme salto para o enriquecimento da cultura cervejeira. São dois cursos em formação de Sommeliers em um país que até o meio do ano nunca havia organizado um.

O Senac já abriu mais três turmas para 2011 (uma já esgotada) e a ABS já confirmou sua segunda turma para o próximo ano, sem data confirmada.

14 outubro, 2010

Produção caseira de cerveja vira frisson em São Paulo

Nova-iorquino filho de napolitanos, Al Capone se tornou um dos gângsteres mais lendários de Chicago. E, por ironia, não foram os assassinatos que o levaram à cadeia.

Na primeira metade do século 20, tempo de Lei Seca nos EUA, meteu-se no contrabando de bebidas. A sonegação de impostos levou Al Capone à prisão.

Não só o mafioso fez malabarismos para driblar a lei que impedia o consumo de alcoólicos. As pessoas foram para o fundo de suas casas preparar ali drinques turbinados, com acréscimo de ingredientes que escondiam o gosto dos destilados clandestinos e... produzir cervejas.

Mas foi só recentemente que essa prática ganhou espaço (e até certo frisson) no Brasil, como mostra a expansão da Associação de Cervejeiros Artesanais.

Com acesso facilitado à matéria-prima e aos equipamentos para montar uma minifábrica básica, mais gente tem investido no hobby.

O especialista Eduardo Passareli, por exemplo, conta que recebe produtores caseiros semanalmente em seu bar, o Melograno, interessados em lhe mostrar bebidas.

Para a mestre-cervejeira e sommelier Cilene Saorin, têm surgido cada vez mais interessados que passaram a adotar essa prática. "Isso é, na verdade, um movimento gastronômico. Quem se propõe a fazer cerveja se mete na cozinha e coloca a criatividade em pauta", diz.

DO HOBBY AO NEGÓCIO

Gerada por um processo espontâneo da natureza, no qual cereais que entram em contato com a água podem ser germinados e submetidos à ação de levedos (fungos microscópicos) encontrados no ambiente, a cerveja é uma das bebidas alcoólicas mais antigas da humanidade.

Com registros de pelo menos 6.000 anos, quando a humanidade já cultivava cereais e os estocava, a cerveja hoje é a bebida alcoólica mais consumida no mundo.

E foi nos monastérios, durante a Idade Média, que ganhou força. Era equivalente ao pão "uma das necessidades vitais", segundo "O Livro da Cerveja". "Fornecia calorias rapidamente e como era fervida, era uma bebida mais segura que a água."

A prática tem evoluído para o nascimento de negócios. Virou objeto de estudo de pessoas como Jaime Pereira Filho que, ainda recém-nascido, em 1951, já era ligado ao universo da bebida fermentada: um caixote de madeira de cerveja com lençóis e fru-frus bordados pela mãe lhe servia de berço.

No quintal do bar Pier 1327, em seu "beer garden", ele hoje ensina como preparar a bebida em casa.

Alexandre Sigolo e Rodrigo Louro, da Sinnatrah, pós-graduados em bioquímica, fizeram do hobby de produzir cervejas em casa, onde ocupavam a pequena cozinha com cacarecos "fabris"- um braço da profissão.

Hoje, eles sustentam um espaço na Pompeia, onde produzem diferentes categorias da bebida e ministram cursos para os entusiastas.

Em fevereiro, aliás, está prometida a abertura de uma minifábrica de cerveja, cujo embrião estava no lazer, conjugada a um bar, a Cervejaria Nacional. Deve ocupar um imóvel em Pinheiros e servir bebidas próprias.

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17 setembro, 2010

Brasileiro muda jeito de tomar cerveja (matéria da Revista Veja)

Consumidores estão se aventurando mais no mundo das cervejas especiais, que têm maior variedade e apelo gastronômico. Rótulos especiais já representam 5% do mercado nacional

A rotina de quem é apreciador de uma boa cerveja mudou. Com mais opções disponíveis na prateleira do mercado e no cardápio do bar, o consumidor começou a se aventurar no universo das cervejas especiais. Ao contrário da loura gelada do fim de semana, as especiais apresentam qualidade sensorial, personalidade e apelo gastronômico. Na definiçao de Diego Cartier, pesquisador de cervejas, “este novo consumidor está aberto a novas experiências e prefere qualidade à quantidade.

Os números de mercado confirmam a mudança no padrão de consumo dos bebedores. Em 2008, as cervejas especiais movimentaram 409 milhoes de reais. Em 2009, o valor foi sete vezes maior, chegou a quase três bilhões de reais. As especiais já representam 5% dos dez bilhões de litros vendidos por ano no país. “Há quinze anos, quando eu abri a empresa tínhamos três tipos de cerveja na nossa carta. Hoje, temos cerca de 80 rótulos”, conta Marcelo Stein, diretor da maior importadora de cerveja do país, a Bier & Wein.

A expansão do mercado estimulou as grandes empresas a investirem em novos produtos. A Heineken, por exemplo, trouxe este ano cinco novas marcas importadas. Entre elas, a holandesa Amstel Pulse e a italiana Birra Moretti. A Schincariol, por sua vez, investiu na aquisição de microcervejarias, como a Baden Baden, que já têm um público cativo entre os apreciadores de cervejas especiais.

A AmBev apostou na contratação de “sangue novo” para dar conta da demanda por novos tipos de cerveja. Todo ano a empresa oferece programas de trainee, mas em 2010 lançou o primeiro trainee focado na formação de mestres cervejeiros. “Sou bastante otimista com este novo mercado, pois o brasileiro está enxergando a cerveja por outro ângulo. Experimentar uma especial é um caminho sem volta", diz Bianca Franzine, ex-trainee e, hoje, mestre cervejeira da AmBev.

Ritual de degustação
Existem mais de 120 estilos oficiais de cerveja no mundo, divididos em três famílias (veja vídeo explicativo abaixo). Hoje, é possível encontrar quase todos à venda em bares, casas especializadas e até em grandes redes de supermercado. Para dar conta de tamanha variedade, é preciso mudar o jeito que se bebe cerveja. ”O primeiro passo é observar a cerveja, depois de servida. Em seguida, é preciso fazer movimentos circulares para que a bebida libere seus aromas, do mesmo modo jeito que se faz com o vinho”, quem ensina é Cilene Saorin, mestre cervejeira e beer sommelier formada na Alemanha e na Espanha.

Neste ritual de degustação, sabores e aromas devem ser apreciados e estudados. Cada tipo de cerveja tem uma combinação de maltes e lúpulos que combina com um determinado tipo de prato. As cervejas stout, como a irlandesa Guinness, são perfeitas para acompanhar queijos fortes como gorgonzola e parmesão. “O papel da cerveja mudou. Ela deixou de ser apenas uma companhia, para se tornar uma experiêcia à mesa”, complementa Cilene. “Degustar uma cerveja se transformou numa brincadeira com os sentidos e com a sensibilidade."

Ao contrário do que pode parecer, o prazer das cervejas especiais não custa caro. É possível encontrar rótulos importados e nacionais numa faixa de preço que vai de 4 a 70 reais. Mas há certos prazeres etílicos que saem um "pouco" mais caros. A Westvleteren 12, considerada a melhor cerveja do mundo, é um deles. Produzida por monges trapistas, a Westvleteren só pode ser comprada na própria Abadia de St. Sixtus, na Bélgica.

Assista o vídeo e descubra mais sobre o consumo de cervejas especiais no Brasil



Agora que você se interessou, que tal descobrir um pouco sobre as famílias da cerveja.



Fonte: Patrícia Spier - Revista Veja

15 setembro, 2010

Palavras do blog... Curso de Beer Sommelier da ABS - 3º módulo

No terceiro módulo do curso de Beer Sommelier que acontece na ABS (São Paulo), terminamos o processo de fabricação de uma cerveja, teoricamente como é o funcionamento de uma macro cervejaria e também continuamos as escolas cervejeiras, desta vez foi a Bélgica e os Estados Unidos.

Foram degustadas algumas cervejas da escola alemã e inglesa que tivemos no módulo passado e também belgas. (Gaffel Kolsch, Fullers IPA, Meantime London Porter, Harviestoun Ola Duhn 18, Hoegaarden Witbier, Tripel Karmeliet, Boon Kriek, La Choffe e Trappistes Rochefort 10).

Particularmente, gostei muito da Harviestoun Ola Duhn 18 (Escócia), maturada em barris de Whisky, maravilhosa! (foto acima). Sobre as belgas, são sempre ótimas!

A degustação da escola norte-americana será feita no próximo módulo, dá-lhe lúpulo!

Veja mais fotos:

Eu na ponta de baixo da foto anotando minhas considerações sobre alguma cerveja degustada.


Foram sorteadas no final do módulo uma garrafa de Fullers IPA e Meantime London Porter.

Fotos do curso: Estacio Rodrigues e ABS. Obrigado!

Veja os outros módulos:
1º módulo
2º módulo


Raphael Rodrigues
Futuro Beer Sommelier (cursando), Jornalista e Admirador de Cervejas
E-mail: allbeersbr@gmail.com

31 agosto, 2010

Palavras do blog... Curso de Beer Sommelier da ABS - 2º módulo


No segundo módulo do curso de Beer Sommelier que acontece na ABS (São Paulo), foi abordada a classificação dos estilos de cerveja (coloração, teor alcoólico, fermentação...), iniciamos o processo de fabricação de uma cerveja, teoricamente como é o funcionamento da cervejaria (esta parte continua no próximo módulo) e também demos início as escolas cervejeiras.

Começamos com a alemã, depois de uma introdução sobre estilos, suas diferenças e particularidades, tivemos degustação de 8 cervejas diferentes: (Franziskaner Dunkles, Eisenbahn Weizenbock e Dunkel, Erdinger Sport, Schneider Weisse Original, Paulaner Hell, Bamberg Rauchbier e Kostritzer Schwarzbier).


Começamos também com a escola britânica na qual faremos a degustação no próximo módulo.

Mais algumas fotos:


Tivemos também uma grata surpresa do pessoal da Bode Brown de Curitiba que também está no curso e nos trouxe para degustação a Venenosa Imperial IPA com 100 IBU.


Cerveja muito interessante, altamente lupulada e que consegue sim ter uma boa drinkability, mesmo com todo esse amargor. Sem falar na garrafa e rótulo que chamam muita atenção.
Altamente indicada para os fanáticos pela escola norte-americana de cervejas extremas.
Fiquei bem curioso para degustar as demais cervejas da Bode Brown, se seguirem a Imperial IPA, tem muito futuro esta cervejaria! Parabéns e obrigado pela degustação!

Fotos do curso: Estacio Rodrigues e ABS. Obrigado!


Raphael Rodrigues
Futuro Beer Sommelier (cursando), Jornalista e Admirador de Cervejas
E-mail: allbeersbr@gmail.com

16 agosto, 2010

Palavras do blog... Curso de Beer Sommelier da ABS - 1º aula

foto: Kathia Zanatta e Alfredo Ferreira

No último sábado, 14 de agosto, começou o primeiro curso de Beer Sommelier da ABS, ministrado pela Engenheira de Alimentos e Biersommelière Kathia Zanatta, formada pela conceituada escola alemã Doemens Academy (Munich-Alemanha) e pelo Químico e Mestre-Cervejeiro Alfredo Ferreira também formado pela Doemens Academy.

Estou dentro desta primeira turma, juntamente com outros amigos do mundo cervejeiro, jornalistas, mestres cervejeiros, cervejeiros artesanais (de São Paulo e outros estados), estudantes de gastronomia, importadores de cerveja, entre outros.

Farei comentários sobre cada aula do curso aqui no All Beers, e já adianto que a primeira impressão foi ótima!
Todos empolgados e com um único objetivo, aprender cada vez mais sobre cerveja.

Kathia e Alfredo falaram no primeiro dia sobre a história da cerveja, rapidamente sobre as escolas cervejeiras (que serão detalhadas em outras aulas) e os ingredientes para a fabricação da cerveja, com explicações nos mínimos detalhes.
Tipos variados de malte e lúpulo foram apresentados em quadros e recipientes onde os alunos puderam na prática conhecer, sentir o aroma e experimentar, no caso eu experimentei alguns tipos de malte, muito bom.

No fim do dia tivemos uma degustação para conhecimento dos estilos: Bamberg Pilsen (Brasil), 1795 (Rep. Tcheca), Pilsner Urquell (Rep. Tcheca) e Wernesgruner (Alemanha).

Que venha a próxima aula e parabéns ABS, Kathia e Alfredo!

Raphael Rodrigues
Futuro Beer Sommelier (cursando), Jornalista e Admirador de Cervejas
E-mail: allbeersbr@gmail.com

09 agosto, 2010

Senac e Doemens Academy lançam curso de formação de sommelier de cervejas



Após dois anos de planejamento e articulação com a Doemens, o Senac está lançando o mais completo curso de Beer Sommelier, com o objetivo de promover a cultura cervejeira no Brasil, a troca de conhecimentos, capacitar profissionais na área e oferecer dupla certificação.

O curso no Brasil terá os mesmos moldes do realizado na Alemanha, onde o aluno passa por situações do cotidiano profissional que estimulam a capacidade de reflexão e o senso crítico. Para tanto, são feitos trabalhos em grupo, exposições dialogadas, degustações guiadas, visitas técnicas e atividades de pesquisa.

Voltado a profissionais de produção, logística, comunicação, comercialização ou serviço de cervejas, empreendedores e profissionais de gastronomia com mais de 18 anos, o curso concede ao participante certificação do Senac e da Doemens, material didático dirigido ao mercado brasileiro, reconhecimento internacional e contato com escolas cervejeiras.

No Brasil, a Doemens é representada oficialmente por Cilene Saorin, mestre cervejeira e sommelier de cervejas, responsável por ministrar as aulas da primeira turma do curso.

Sobre a a Doemens:



Fundada em 1895, a Doemens é um empreendimento educacional e de consultoria para a produção de cerveja e indústria de bebidas e alimentos. A organização compreende a Academia para Tecnologia de Cervejas e Bebidas, a Faculdade para Mestre Cervejeiros, cursos de qualificação para plantas de bebidas, mestres gastronômicos e gerentes de negócios da área de bebidas e o de beer sommelier.

Veja mais informações sobre o curso aqui.

No próximo sábado (14 de agosto/2010) começa o curso de Beer Sommelier da ABS.

04 agosto, 2010

Harmonização com Cilene Saorin

Lembra que comentamos aqui no All Beers que aconteceria uma harmonização de cervejas com a Beer Sommelier Cilene Saorin no programa Casa e Comida?

Se você perdeu, veja como foi:

29 julho, 2010

ABS lança curso de Sommelier de Cerveja


A ABS-SP (Associação Brasileira de Sommeliers São Paulo), lança o primeiro curso de formação de Sommeliers de Cerveja do Brasil. As aulas, teóricas e práticas, serão ministradas pela Engenheira de Alimentos e Biersommelière Kathia Zanatta, formada pela conceituada escola alemã Doemens Academy (Munich-Alemanha) e pelo Químico e Mestre-Cervejeiro Alfredo Ferreira também formado pela Doemens Academy. Ambos fazem parte do corpo de jurados do “World Beer Cup”(EUA) e “European Beer Star”(Alemanha).

Conteúdo do curso: história da cerveja, matérias-primas, processo de fabricação, técnicas de degustação, legislação, defeitos sensoriais, famílias e estilos de cervejas, uso de copos corretos, marketing de cervejas, cerveja e saúde, mercado e concursos internacionais de cervejas e técnicas de harmonização (teoria e prática).

Ao longo do curso, os alunos degustarão mais de 50 tipos de cerveja de todo o mundo, como: Deus, Malheur, Meantime Raspberry Grand Cru, Storng Sulffok Vintage Ale, Boon Kriek, Trappist Rochefort 10, Pilsener Urquell, Schneider Weisse, Schlenkerla Rauchbier, Meantime London Porter, Harviestoun Ola Dubh, Tripel Karmelit entre outras.

Como parte do conteúdo prático, visitarão uma microcervejaria onde aprenderão na prática como se faz uma cerveja.

O curso terá início em 14 de agosto, e as aulas serão sempre aos sábados, aos moldes dos atuais MBA´s, terminando em novembro de 2010.
Segundo o release da ABS, os alunos sairão certificados como Sommelier de Cervejas pela ABS e AIS (Associação Internacional de Sommelier).

Mais informações, entre aqui.

23 julho, 2010

5 Cervejas para o verão norte-americano

A revista TIME convidou Samuel Merritt (Beer sommelier) para indicar 5 cervejas artesanais para o verão norte-americano, veja suas sugestões:

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